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August 2011

Day-to-Day

Preview-Penumbra!

August 23, 2011

Work still in progress, tentativa meio fora de controle de fazer uma história baseada apenas em sombras e silhuetas. Filmamos tem umas duas ou três semanas, mas a montagem e pós produção (pesada) ainda não começaram. Mais um pro Festival do Minuto!

Tô com uns trabalhos tão tensos que não dá tempo – em absoluto – de passar aqui. Sorry for that. As soon as possible, retomo o Diário Paraguayo. Até breve!

Day-to-Day

Paraguaio – Ep3 – Externas Conturbadas.

August 8, 2011

Acordar cedo era a rotina, então só vou comentar quando tiver sido um dia em que acordamos mais tarde, por circunstâncias especiais, ok? No dia 08, retornamos ao cinema. A ordem do dia previa toda a ação que acontecia antes de Mel entrar no cinema, e mais os poucos planos que sobraram do dia anterior, do conflito entre Mel e Homem Sombrio

Aproveitamos o horário mais cedo, mais vazio, para adiantar as externas – que consumiriam o dia todo – já que não teríamos tanto trânsito e movimento de pedestres (oh, como fomos tolos). O Cine São José fica no centro MESMO da cidade, então é garantia de muito movimento. Tivemos que prender uma vaga de idoso para o Homem Sobrio estacionar, afinal, ele é muito mau, e só caras maus estacionam em vagas de idoso!

Conforme a necessidade, fechávamos o trânsito por alguns instantes para rodar o plano, e depois liberávamos o fluxo. Ao longo do dia, passaram incontáveis viaturas da polícia civil, militar, e da engenharia de tráfego, e era certeza de que alguma delas ia parar pra dar bronca na gente. Mas, só tivemos um ocorrido do gênero, que vocês podem acompanhar abaixo.

É um filme de ação, e essa é uma cena de ação. Todos os capangas empunhavam armas enquanto corriam pela rua. A câmera tava ali no meio, mas mesmo assim, algumas pessoas ainda se assustaram. A Mari já tinha avisado anteriormente à polícia que estaríamos usando armas de brinquedo nas filmagens, portanto, não havia necessidade de desespero. O problema é que só a polícia CIVIL estava sabendo. A tensão se instaurou quando alguém fez uma denúncia anônima e policiais militares apareceram, pra quase levar o Vi preso. Ok, menos, mas na hora a gente acreditou muito que isso fosse acontecer. Vejam, nessas imagens impressionantes captadas pela Lola.

Depois desse susto, os policiais nos instruíram a ligar, todo dia de manhã, pro 190, e dizer onde estaríamos rodando, para evitar que a situação se repetisse. Quando já era quase meio dia, entramos novamente na bilheteria, para fazer o que ficara faltando. A Mari Chiaverini se encarregou de ensanguentar a calça da Fernanda, onde ela é baleada. Rodamos os planos rapidamente, pois o horário do almoço se aproximava. Como no dia anterior, deixamos a Bruna (AV10) e a Alexandra (AV12?) cuidando dos equipamentos, até uma parte da equipe voltar (geralmente a equipe de Foto), e elas saírem pro almoço.


Depois, retomamos com planos da chegada dos carros. Mel estaciona seu Peugeot e vê que está sendo seguida por outro carro, que para logo atrás. Ela desce, olha ao redor, os capangas aparecem e ela corre para dentro do cinema. A ação é basicamente essa.

Ah, tivemos problema num plano geral, onde víamos o movimento de todos os capangas correndo para dentro do cinema. Era preciso parar pedestres, carros, o escambau. As justificativas que demos para as pessoas foram as mais diversas. “É um filme”, “É um trabalho”, “É uma novela” – essa foi a grande campeã -, etc. E num take desses, um dos capangas deu um tropeção gigantesco no último instante do plano, causando gargalhadas gerais com direito a playback em câmera lenta.

Porém, o grande problema foi: a Fernanda não tava conseguindo dirigir o Peugeot sob nenhuma circunstância. Para os planos fora do carro, o Vi teve que assumir a direção duplamente, para estacionar, e então teremos um corte para um plano no qual a Fernanda sai de dentro do carro.

O problema maior foi quando a gente tentou fazer um plano de dentro do carro, que não saiu de jeito nenhum! Eu fiquei no banco do carona, operando a câmera que ia grudada na janela, dizendo para a Fê o que ela tinha que fazer, mas um longo período sem dirigir atrapalhou drasticamente até essa tentativa. O carro morria, não andava, ia muito devagar, entre outras coisas, e acabamos por desistir desse plano que visualmente era tão elegante.

Era o meio da tarde, e os planos dali haviam terminado. Queríamos adiantar algo, mas o grande movimento nas ruas, tanto de carros como de pedestres, impedia essa idéia. Acabamos encerrando a diária mais cedo, e voltando pro hotel (toda vez que eu falar “hotel”, leia-se: escola, porque o otimismo era fundamental). Fiquei responsável por pilotar o carro do Vi, e lá dentro encontrei um chapéu, pelo qual me apaixonei imediatamente. Nunca fui de usar coisas na cabeça, mas esse chapéu me conquistou, pelo menos por um mês. Desse momento em diante, era raro estar sem ele.

O transporte foi um tanto conturbado, com direito a várias viagens em carros pequenos. Acabou que só chegamos todos mesmo na escola perto das 17h. Logo depois, saímos para o restaurante do almoço, para aproveitar um rodízio de sopas e pastéis que nos foi oferecido. Finalmente de volta à escola, descarregamos a caminhonete com todo o equipamento que usamos no cinema, e preparamos uma nova carga, para a diária seguinte, numa locação também deveras espetacular.

E o frio cruel de São Roque continuava, onde chegamos a UM grau, durante a madrugada.

Day-to-Day Tudo AV

a-breve-ação.

August 8, 2011

Ontem meio dia, saindo do mercado, comprando almoço, eu e May vimos num telão alguma referência a um festival de “Grandes Histórias em 10 Segundos”, chegando em casa investiguei mais a fundo e me bati com a página oficial do festival, promovido pela Elemídia e Update or Die. As regras eram bem simples: dez segundos de vídeo, sem som, até dia 08/08 -hoje!

Depois do almoço, e algum debate, tivemos três idéias que julgamos interessantes, e decidimos rodar logo uma, porque a luz tava caindo. Dez planos, teoricamente todos simples. Detalhes de diversos momentos do dia de uma pessoa, que também servem como símbolos para uma vida inteira. Diego, Cogo, May e eu armamos tudo e começamos lá pelas 17h. Terminamos de filmar às 20h, saímos pra clarear a cabeça e discutir o título da obra. Lila arrebatou a todos com a melhor idéia, “a-breve-ação”, plurissignificativa.

A montagem acabou perto das 23h e fomos para a finalização. Decidimos também fazer uma versão com som, afinal, com som tudo fica melhor. Gravamos trilha musical, foley e o diabo. Até limpamos o céu de um dos planos. Ao terminarmos tudo, uparmos na web, e inscrevermos no festival, lembramos no Nano-Minuto, derivado do Festival do Minuto, com a mesma duração do Grandes Histórias! Destino certo para nossa versão sonorizada.

Quem quiser ajudar, – e tiver facebook – entra nesse meu post, e curte! Comenta, se tiver algo a dizer! Assim que tivermos o link pro festival, posto por aqui também, e recomeçamos aquele esquema de pedir votos e estrelinhas! Hehehehe!

Fomos aceitos no Festival do Minuto, e agora temos esse link para todo mundo poder clicar e votar na gente!

Day-to-Day

Paraguaio – Ep2 – Cinema em Ruínas.

August 7, 2011

Acordamos poucas horas depois, às 6h, para receber o café da manhã direto na escola. Esse era o último dia de aula das crianças, portanto, à noite, poderíamos ocupar mais salas/quartos. O café, meio de graça meio comprado, vinha da Padaria Cidade, também ali perto. Partimos então para o centro, um emaranhado de ruas estreitas e motoristas loucos – barbeiros? – para entrarmos no Cine São José, fechado há uns oito anos, e em decomposição.

A parte da bilheteria ainda estava relativamente inteira, apesar de empoeiradíssima e entupida de entulhos. A sala de exibição, por sua vez, era incrível. 1500 lugares. Abandonados. Uma parte do teto já tinha desabado, a metade da frente ainda continuava lá, com uma única função: o maior viveiro de pombos que eu jamais imaginei. No silêncio, a gente só ouvia o arrulhar das aves, e um constante bater de asas. Bosta de pombo espalhava-se por toda a sala, e caía do teto, ocasionalmente, em alguns lugares premiados.

Descarregamos os carros e a caminhonete, e armamos nossa base na bilheteria. Pela manhã, filmaríamos tudo dentro da sala, e mais tarde, moveríamos a base, para filmar na bilheteria. A loucura era: 32 planos num dia. Gu e Lola já estavam fazendo multi-câmeras desde o começo do filme, com uma 5D e uma 7D, mas eu e Cogo dobramos a brincadeira, trazendo mais duas 7Ds. Então, na maioria do tempo, era um plano previsto rodando, e pelo menos mais um sendo roubado, por quem quisesse. Cogo já entrou na brincadeira se lascando e foi escolhido pra ser um dos capangas da cena. Eram 3.

A Mel – Fernanda Sanches – só poderia chegar mais tarde, então a May fez uma ordem do dia que previa que a gente rodaria todos os planos sem ela primeiro, e depois os que ela aparecia, afinal, ficar parado, com tantos planos pra fazer, é suicídio.

Esperamos um pouco pelos capangas, que chegaram das mais diversas partes. Queria apresentar cada um deles, mas a memória não tá tão boa assim. O outro personagem da cena era o Homem Sombrio, papel de Heric Alvarez, que perseguia Mel dentro do cinema, com seus capangas, a mando de Ferreira.

Como o lugar tinha dois andares, deu pra roubar uns planos bem interessantes lá de cima, que não estavam previstos na decupagem original, mas que funcionam muito bem!

Enquanto esses planos eram rodados, minha missão era pendurar uma PL por dentro de um buraco no banheiro. O banheiro em si era um buraco escuro e empoeirado, com uma única entrada de luz, uma espécie de chaminezinha, por onde passaríamos as cordas pra prender o refletor. Assim que Cogo saía de cena, ele corria pro segundo andar comigo, a gente pulava uma janela e começava a dar nós, usando uma corda quilométrica que encontramos na caminhonete. Fazendo a sustentação e dando instruções, do lado de baixo, estavam a Fran (Vanessa Silva, AV10) e o Victor Rzepian (AV10). Conseguimos, depois de muita criatividade nos nós. Para vocês terem idéia da escuridão do lugar, temos um frame da versão demo da cena, rodada de dia, sem nenhuma iluminação extra, só puxando na ISO. Seguido disso, um frame da cena filmada, com a PL.


Entre os truques do dia, tivemos também uma dupla exposição, onde filmamos uma parte da cena com a iris da câmera adequada à parte mais luminosa da imagem, e depois, um tempinho com a iris mais aberta, para conseguirmos detalhes da parte escura, no caso, as poltronas. A foto abaixo já é um preview de como deve aparecer no filme.

Saímos pro almoço num restaurante próximo (realmente não sei o nome!), com a equipe toda reunida, pois a Mari conseguiu um desconto legal pra gente por lá, e acabamos almoçando a comida deles em praticamente todas as diárias. Voltamos para mais algumas coisas dentro da sala de exibição e tivemos um grande desafio ao transpor a base (praticáveis de arte e câmera) para dentro da sala, a fim de limpar a bilheteria. Na conta da Mari Chiaverini, temos esse tiro na cabeça, do primeiro capanga a perecer pelas mãos de Mel Cortez, que continua invisível.


Agora era hora da primeira parte, cronologicamente falando, dessa cena, quando os capangas e o Homem Sombrio entram no cinema para procurar a garota. E depois, a terceira parte, quando o último dos capangas foge, e continua sua busca, no andar de cima. Quando terminamos de rodar, já eram quase 18h, e mesmo as PLs não deixavam as cenas com cara de diurnas. Faltaram então três planos.

Dentre tantos desafios e problemas, o que mais me irritou, entretanto, nessa diária, foram as pombas. Na decupagem era previsto um plano de pombas voando, quando o primeiro capanga morre, vítima de um tiro. Lá fui eu, com a Gabi (AV10) para o segundo andar, aberto, com a espingarda de chumbinho e a câmera pronta. O resultado vocês vêem em vídeo, que é melhor para explicar, do que palavras.

Depois voltamos para o hotel… ops, escola, e reorganizamos os quartos, por toda a duração das férias dos moleques. No nosso, éramos eu, May e Cogo, sempre os primeiros a acordar. Fomos todos dormir cedo, quase jogando as roupas no lixo, por exposição prolongada aos pombos do inferno. Pode até ter sido frescura, mas não usei mais o casaco dessa diária até ele ser lavado… Para jantar, o lanche mais pedido foi o X-pombo!

Day-to-Day

Camera-Man.

August 7, 2011

Arraial faz coisas bizarras com as pessoas – e seus cabelos -, inclusive passear pelo sítio com todas as câmeras que conseguir encontrar. Com algum esforço, May, Cogo, Celo e eu, exemplificamos a figura mítica do Cameraman, no sentido mais puro (que conseguimos).

São duas 7Ds, uma XSi, cinco Cybershots W-320, duas mini-dvs GS-320 e cinco flashes externos. Sem contar com os óculos de Cogo. A foto teve que ser tirada com o celular de Celo, porque – óbvio – não tínhamos mais câmeras disponíveis…

Day-to-Day

Paraguaio – Ep0 – Para Quê?

August 7, 2011

A proposta é a seguinte: como idealizado no único post que fiz durante as filmagens, estou escrevendo esse diário revival do que foram esses 25 dias em São Roque. Coincidência ou não, Julho e Agosto têm 31 dias, então a conta bate certinho.

“Mas e esse ‘revival’, o que quer dizer?”. Bom, o princípio é escrever, agora em Agosto, sobre cada data de Julho, me mantendo fiel aos dias. Ontem, dia 06 de Agosto, foi o post equivalente aos ocorridos no dia 06 de Julho, hoje teremos o do dia 07, e assim por diante, até o dia 31. Vai ser bem complicado escrever isso tudo, mas, vou tentar colocar o máximo de coisas que conseguir lembrar!

E eu tô fazendo isso para quê? Paraguaio!