Esse post foi escrito em 07 de Junho de 2014, e colocado nessa data com propósito de presente de Dia dos Namorados, e fica aqui pra matar aquele tesão de fazer algo em público, mas que ninguém percebe! (6)
Começou como um convite, uma proposta, mas nesses anos a gente já inventou foi coisa além da premissa inicial, claro, de "fazer filmes". Por sinal, alguns dos nossos filhos-filmes foram muito bem sucedidos em seus objetivos, e tô começando a achar que somos bons pais, ou criadores! E foi evoluindo, fui aprendendo muitas coisas com você, coisas sobre você, coisas sobre o mundo, pelo seu olhar, e acho que você também acabou pegando algo comigo.

Iluminei melhor essa foto, porque não tem mais tanta escuridão assim entre a gente.
Nas primeiras semanas era uma coisa meio tímida (como eu): uns beijinhos no corredor, mãos dadas durante a aula ou fazendo carinho na sua perna (quando a cadeira deixava), assistir muitas temporadas de How I Met Your Mother, dormir ouvindo barulho de ônibus na Augusta, fazer muitos trabalhos em grupo, ouvir Taylor Swift (!) dividindo fones de ouvido e sempre pegar ônibus juntos. Fomos passar Natal e Ano Novo em Salvador nos nossos primeiros seis meses de relacionamento, e aí você já conheceu a família toda, num tratamento de imersão, sem chance de escapar. Fico muito feliz que os tenha aceitado tanto quanto todos te aceitaram como parte do grupo!
Eu ainda fui mais chato, ou tímido, sei lá, e não ficava tão confortável assim em ir pra São Bernardo. Então alguma coisa aconteceu, não lembro quando, nem lembro o quê, que fez essa minha imbecilidade passar, e me permitir ser mais eu mesmo com a sua família também. Olha, desde então tenho lamentado o tempo que fiquei em casa, sozinho, ao invés de ir pra lá, jogar Catan, ou ver séries e conversar com sua mãe, Victor e com a Ju.
Tivemos todas as nossas muitas temporadas de Arraial, se entendendo e desentendendo com arraiáudios, com quem tinha que ligar para os pais, com as cartinhas que não chegavam no tempo, com a vontade de se agarrar lá mesmo, às escondidas dos coordenadores, e todas as nossas fugas de noite para upload e outras coisinhas mais interessantes. Mais uma família da qual eu fazia parte e você se jogou dentro, sem pestanejar.
Alguns anos passaram, e seguimos por caminhos que muitos considerariam rivais no set, foto e som, e justamente por estarmos juntos, acho que cada um aprendeu um tanto a mais que o normal sobre a área do outro, permitindo que som e imagem não competissem (nem nos filmes, nem no relacionamento), e sim trabalhassem em conjunto. Tivemos nossos desentendimentos, no set e fora dele, sobre foto e som, e sobre muitas outras coisas mais relevantes (e menos relevantes também), que nos fazem crescer e ficarmos ainda melhores um para o outro.
É curioso que não temos lá tantas fotos juntos (você sempre fala disso, e já brigamos por esse motivo, mas agora preciso concordar, queria ter mais fotos!). Fucei aqui o HD, lembrei de dias especiais e consegui algumas boas pra colocar nesse post, porque adoro fotos com você, e escrever para você, olhando as fotos é muito mais divertido e inspirador! Você me inspira a fazer muitas coisas, a experimentar, a inventar, e quase sempre acaba sendo cobaia dessas maluquices - das quais raramente reclamou - e agradeço bastante essa abertura pra tentar o que proponho. Sei que em outras situações, sou chato nesse aspecto, de que minha opinião está sempre certa, mas to me esforçando pra melhorar isso!
Acabei saindo da trilha de idéia que tava seguindo, e retomo: gosto muito de tirar fotos suas e, depois de algumas conversas, também fico muito feliz que tenhamos acertado esse ponto, e que agora nem você deleta todas, nem eu fico querendo postar todas elas (apesar de quê, acho que você não vai aprovar algumas que estão aqui nessa carta, mas eu acho todas elas muitíssimo bonitas por um motivo especial que, a essa altura, é mais do que óbvio: você.
Hoje você, com certeza, já sabe que eu adoro seu corpo. Adoro te percorrer com as mãos, massagear seus pés e mãos quando você acorda, ou as costas, quando você pede (muito), apertar seu joelho no carro, segurar sua mão andando na rua, sentir a curva da sua cintura quando andamos abraçados (e lembrar de segurar forte aqui toda vez que transamos!), adoro sentir sua pele com as mãos, seja nos pedacinhos que a roupa não cobre, seja quando você não tá usando nenhuma (você é muito quentinha!), acariciar (e apertar, quando dá!) sua bunda, afundar minha cara em seus peitos, beijar seu pescoço até você falar que a barba tá incomodando, te beijar, te lamber, te chupar, tudo isso pra mim é o paraíso. E se isso já é o paraíso, não dá nem pra descrever o que é sexo com você.

Ah, como eu goz(t)o quando você tá por cima!
Em termos de sexo, as coisas eram meio loucas (e unilaterais, infelizmente) no começo, e não-tão claras até recentemente, mas de lá pra cá a gente melhorou um bocado, pelo menos eu sinto isso. E nós dois estamos muito mais felizes com esse desenvolvimento de eventos! Hahaha! Você não faz idéia de como me excita te ouvir respirar mais forte quando a gente transa. Seus gemidos são - quase literalmente - música para meus ouvidos e me fazem sonhar com a próxima vez que vamos brincar juntos. Agora chega de falar de sexo, senão ia ficar aqui pra sempre, e essa carta tem muitos outros assuntos!
Entre esses assuntos, quero te agradecer, porque você me faz uma pessoa melhor (eu já falei isso antes, e repito porque é muito verdade). Você me faz perceber como algumas situações cotidianas estão recheadas de preconceito, você me apresenta a novos tipos de humor, me dá espaço para te contar qualquer coisa (de piadas sem graça a sonhos eróticos), que você sempre ouve e tenta entender (até quando não dá pra entender), me convida pra ajudar a preparar refeições maravilhosas para comermos em casa (saudades!), e me ensina a apreciar uma bela maquiagem (especialmente porque quando você acha bonita, manda várias fotinhos lindas para mim)!

"Acho que faltou um pouco de blush aqui..."
Você é uma pessoa maravilhosa, meu bem. Quase quatro anos se passaram e nem pisco se me perguntarem. Mayara, eu te amo, e ainda não sei como vou aguentar esses dois meses longe de você - especialmente agora que você ficou muuuuuito mais gostosa com essa arara no braço!
Acho que a carta acabou ficando um tanto sem pé nem cabeça, mas o que eu queria era mesmo era te chamar pra continuarmos juntos nessa nova fase que começa, tão longe de casa e tão perto de nossos sonhos, fazendo filmes e amor, enfrentando o que vier pela frente com união e respeito, sem frescura e sem desânimo (mas com uns dias de preguiça pelo meio, porque a gente não é de ferro). Vamos?
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar




