Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
Olavo Bilac
7 Comments
Essa veio direto pra mim. Olavo Bilac também escreveu "A Alvorada do Amor" (lembra?). Acho que vou preparar pra dizer esse "No Meio do Caminho"... beijo com saudade e desejo de boa sorte!
lindo, lindo, lindo. saudade de você. :T
Coisas da aula de literatura. Tive que anotar todo no caderno pra trazer pra cá. É, dá saudade mesmo.
Uau;
Que lindo esse poema! Me fez lembrar da aula de literatura de ontem, na qual Zé Carlos Bastos recebe um telefonema e diz algo do tipo: ''depois eu te ligo, viado. Tô dando aula''. Era Donk. E então ele ficou comentando comigo, no meio da aula, sobre a sua partida e de uma forma que ninguém, exceto eu, entendeu nada! Foi legal. Desconfio que ele sequer sabe meu nome, mas sabe que eu sou uma (sei lá) simpatizante da PPB. =D Vocês são famosos! ;*
oooh que lindo *.*
Hahahaahha, Zé me ligou ontem! Nada como ter elos desconhecidos pelos outros, né érica? É mais engraçado!
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