26.

Yesterday was my birthday and, due to my Canadian-low-key-personality, until Saturday afternoon I wasn’t too sure if I wanted to do something (anything) involving other people than myself or just let the day pass without fuss. Main reasons being “I’m terrible at parties of any kind”, and I mean it. There’s the fact that I don’t drink any alcohol, I’m unable to make small talk and there’s also my (not so) recent indisposition towards food of almost any kind. Whenever people say “bring food or drinks” I’m stuck and I also feel bad if I don’t bring anything. The turning point was when May told me she would spend most of the day at school, finishing up her last big assignment for this term. My options then were to stay home working on the reel – which I already felt pretty happy with what I have for this Term’s final presentation, so it would be kind of stall-working -, watch a thousand episodes of something or play a game – I’ve been doing this too much, lately -, go to the movies – too lazy for a Sunday, the movies are always packed -, or meet some people to talk. Last option was definitely a winner. Now, another choice: go out, or invite people over? Taking into consideration the above-mentioned facts, inviting people over was an easy choice.

The plan was to have not so many people in a way that I would be unable to listen and talk to everyone, or feel uncomfortable squeezed somewhere (the apartment is very small, you know), and, on the opposite side, not sit around all day waiting for everyone to show up and having just one or two people over – curiously, this actually happened at some point and was nothing close to my worries. I think I’m worrying too much about social things, and the day ended up being all of the above possible scenarios. During the morning I worked on my reel, nothing major, just a couple tracks and cleanup, stuff that’s easy to do and doesn’t take much planning.

By the time I got tired of tracking and removing brands it was almost 1:30pm and I suddenly got curious about playing Transistor – got the game a couple weeks back and didn’t get excited to play it until yesterday. Sure, why not? Played for a while until Paul arrived. We hadn’t talked for a very long time and we used to be like twin brothers (or a couple, to some people, in the most awkward situations) when we moved to Vancouver. School has played a major part breaking us apart and we talked for three hours non-stop yesterday, until he had to go, rehearse for a presentation today. I was walking with him to the bus stop when the phone rang and Pan asked me about my exact address. Time to get back home!

The moment I entered the apartment, Fernão called as he arrived at the Lobby. Before we got up, Pan arrived too. After a while, Maísa got here, and then around 5:30, Petar, Clem and Dani, that were at school. Nicko and Nat also showed up, then May came home early – and so tired, poor thing – and the last one to arrive was Rityka. The most people we had here, before yesterday was when I was shooting the reel, that Nicko, Petar, May and I walked around light stands and cameras. Feels good to know this place can take a 10-people party without falling apart – and by the time we were done the apartment was almost as clean and organized as the moment we started. I didn’t see this one coming, and also a good surprise, on a day of good surprises.

Speaking of good surprises, Rityka even brought cake – so it was officially a birthday party – and the cake had a number of slices that matched precisely the number of people in here. Oh, and it was a goooood cake. I have pictures to prove it.

Back to my social awkwardness. I always feel I’m too quiet and isolated so that people don’t actually know me. I’m much more interested in listening than talking, if I don’t feel like going to things and places, I won’t do it and won’t feel bad about it either. It’s not that I do it on purpose, I just don’t know any other way of being. It feels a little strange being like that AND being the host at the same time, gotta tell you this, but yesterday all I felt I was that I was among true friends and I enjoyed every single thing that happened. VFX111 also kind of wrecked my illusion that “people don’t know me” based on what they gave me and brought as food (granola bars, chocolate (different options), cake, cookies, chips and ice cream). Nothing could say “we know you, dude, and we care about you” louder than what you did, guys. Thank you for the best birthday abroad I had so far – not that I had any other, but without you, this one wouldn’t even count.

I feel there’s still something left to say, but it’s early morning and my english fails me. I’ll finish it up with our group photo for the combination of strange and yet amazing elements in it sums up how I’d love my life to be until next year comes.

Now I feel weird about this post, but I’ve spent almost an hour finding the words and I don’t talk much, so, fuck it.

ps – Thank you, Rityka, for the pictures, and the caaake!

Descanse em Paz, Term 5.

Na história dos Terms relâmpagos, o Term 5 de longe tá na liderança. Parece que era ontem que eu tava me matando com meu primeiro plano de efeito, sem conseguir fazer o diabo das naves grudarem no céu de forma apropriada. De lá pra cá, consegui atingir minha meta de deixar só o último plano pro Term 6, e um pedacinho de outro – que tá se revelando mais complicado do que deveria. De forma geral eu tô gostando bastante do que tá acontecendo no reel, e do ritmo que tô conseguindo tocar, tirando coisas do caminho e fazendo ajustes rápidos pra melhorar o visual.

Temos a apresentação final desse Term na quarta feira e tirei hoje (e o fim de semana, se preciso) pra dar uma arrumada no som, que é o mesmo desde o fim do Term 3, além de correções sugeridas pelos professores e mentores. Tô montando a versão final já no After, pra poder ir substituindo as atualizações de cada plano sem ter que me matar no final. O esqueleto já tá todo estruturado, e só falta mesmo ir martelando as versões finais. Três semanas atrás eu duvidava que fosse capaz de chegar no fim com o filme pronto. Agora, acho difícil chegar no fim SEM o filme pronto.

É engraçado que, apesar de termos bem menos aulas de verdade, parece que tô aprendendo muito mais nesses últimos terms do que quando tínhamos aulas de fato, e assignments mais “básicos”. Falando em assignments, nesse term tivemos um só, composto de duas partes. A primeira, fazer uma Camera Projection, tipo aquela da TV aqui em casa, ou as do Portal, e depois integrar uma simulação de fluidos de maneira realista. Por “fluidos” leia-se fumaça, fogo, água, vapor, poeira, enfim, coisas não sólidas.

Fiz a camera projection em um dia, quando tiramos as fotos, e os fluidos foram um pesadelo, porque tem um bilhão de parâmetros e cada um deles tem consequências muito mistas, daquele tipo que você acha que foi causado por uma coisa e na verdade foi por outra, mas aí você já mudou a que achava que era e fodeu uma terceira coisa, e assim por diante. Não pretendo mexer com esse treco nunca mais, tamanho o stress. Simulação não é comigo, entendo isso cada dia mais!

A primavera parece estar começando a dar espaço pro Verão, os dias estão ficando consideravelmente mais longos, ontem 9 da noite o céu ainda tava azul escuro, e às 6 da manhã já tá tudo claro também. Começando dia 23 temos um break de praticamente duas semanas, possivelmente com um clima adorável. Compramos ingressos pra ver Sweeney Todd dia 01 de Maio, no teatro e fomos ver Relatos Selvagens no cinema, no final da semana passada. Já tem no piratebay, e é um puta filme, muito divertido mesmo, de gargalhar alto no cinema.

Numa aula de Team Building – que é uma coisa louca, que não vou entrar na discussão agora – nosso professor explicou que é moleza pra gente contar as piores situações que já passamos. Fazer graça da desgraça é fácil, difícil mesmo é a gente falar das coisas que tem orgulho de nós mesmos. Não por arrogância, mas por ser genuinamente orgulhoso de ter feito algo específico. Então nos reunimos em círculo e cada um foi falando do momento que mais tinha orgulho de si mesmo, de achar que fez a coisa certa, de ter conquistado algo que outros disseram ser impossível e por aí vai. Bom, o meu vai aparecer nesse post aqui, que tem um nome tão emblemático, mas vou tentar contextualizar melhor, e aprofundar em detalhes que acho que só eu mesmo sei ou pensei a respeito.

Esse post começou a ser escrito no dia 24 de Julho do ano passado, mas foi nessa madrugada que me veio a inspiração pra terminar. Na verdade, a inspiração pra passar do primeiro parágrafo. Na verdade, o título já tá equivocado, porque falar da Paperball não é algo muito preciso ou exato. Nessa mesma matéria, de Team Building, Kieron, que era o professor, falou que se ele sentar pra conversar com alguém, ele consegue identificar os elementos chave na história daquela pessoa que fizeram ela chegar onde está nesse exato momento de sua existência. Fiquei com isso na cabeça por meses (literalmente), achando meio claro que eu sabia esses momentos, mas destilar direitinho cada um deles não é fácil. Sempre que eu falo ou lembro da Paperball, a tendência é dizer que éramos um grupo de amigos que fazia um monte de coisa doida, inclusive vídeos e atividades culturais de diversos gêneros. Bem amplo e vago, o que esperar de um bando de adolescentes?

Sempre achei que a entidade “Paperball” fosse uma das cartas responsáveis por me colocar em Vancouver, hoje, estudando efeitos especiais. Depois de muitos minutos revirando na cama e pensando sobre isso, na falta de algo mais produtivo pra pensar, concluí que não foi “A Paperball”. Na verdade, essa coisa toda de Paperball só começou porque em 2004 eu fiquei muito amigo de um camarada apelildado de Donk, mas que hoje em dia eu raramente chamo pelo apelido, por motivos que desconheço.

Bom, pra começo de conversa, eu não faço idéia do que deu partida na amizade. Eu não sou de muitos amigos e geralmente lembro como as coisas começaram, mas nesse caso tá difícil. Não to a fim de fazer um post narrativo, porque ando meio fraco nesse aspecto, mas vou dizer o porquê eu acho que a amizade deu certo. Fazer em terceira pessoa também não tá rolando, e como foi aniversário dele anteontem, vai como se fosse uma cartinha, porque ele merece, e o correio não vai me ajudar sendo que eu já comecei a escrever atrasado.

Véi, em primeiro lugar, a menos que eu tivesse uma idéia MUITO imbecil – e olha que a marca pra definir esse nível de imbecilidade é beeeem baixa -, você nunca virou pra mim e disse “man, não faça isso, porque é tosco”. Podia ser tosco, podia ser burro, podia ser puramente engraçado, a gente nunca foi de se dizer não, e sim de comprar a idéia e ir até o fim, especialmente se não tivesse nenhuma obrigação de chegar a lugar nenhum e não passasse de uma piada. A gente sentou pra estudar logaritmo um dia, pra passar numa prova de Matemática, e – juro por deus – acho que esse dia é o único motivo pelo qual eu sei Log até hoje. O objetivo dessa citação é meio que se a gente ia fazer alguma coisa, não ia ser pela metade, ia ser pra ficar foda, mesmo que a referida coisa fosse… estudar log.

Ao logo de 2004, 2005 e 2006 a gente levou isso a níveis mais altos com INCONTÁVEIS trabalhos de literatura, apresentações sobre qualquer assunto, mentiras orquestradas de forma minuciosa, regs de adolescente- onde eu nunca bebi, e você mesmo bêbado sempre foi uma excelente companhia. Na verdade, o fato de sermos tão diferentes a respeito de muitas coisas, de visão de mundo, de história de vida, opiniões, somado à sua grande facilidade de expressão – leia-se: você fala pra caralho, sobre qualquer coisa que você tenha uma opinião a respeito, ou seja, tudo – mas ao mesmo tempo, aberto a ouvir meus argumentos, muitas vezes sem pé nem cabeça, muitas vezes mais acertados que os seus, heheheh, não é algo comum de se encontrar.

O texto tá indo rápido e já cheguei na parte de me contradizer. Lembra quando eu falei que você nunca virou e largou um “man não faça isso porque é tosco”? Bom, não era exatamente o que eu queria dizer. Na real a gente disse isso um pro outro uma pá de vezes mas a conversa nunca acabava aí. Geralmente esse era o ponto de partida pra chegar em algo possivelmente menos tosco (algumas vezes era algo mais tosco), que ambos concordassem. A gente projetou um carrinho de rolemã e foi buscar a desgraça na puta que pariu, depois do mototáxi mais absurdo de toda a minha vida (possivelmente o ÚNICO mototáxi da minha vida), e eu nem lembro mais pra que era o diabo do carrinho! Gincana? Alguma coisa dessas?

Aprendi um monte de coisa com você, Fiuza. Aprendi a falar em grupo, aprendi que minha opinião tem valor e que muitas vezes importa mais o “como” se diz do que o que está sendo dito de fato, aprendi altos truques de direção (“MÊTA!” com acento circunflexo e tudo), aprendi muito mais do que jamais saberia sobre Salvador, aprendi que não posso odiar todos os advogados do mundo, que generalizações geralmente te levam pra um erro crasso, que ir tomar sorvete na Cubana no meio da semana num intervalo do trampo é sempre uma opção válida. Que tomar sorvete na Cubana é sempre uma opção válida, com trampo ou não. Aprendi onde ir pra arrumar uma janela de carro arrombada, quais os melhores amigos pra um reveillon completamente sem noção, aprendi que uma amizade de verdade não morre com a distância e que o tempo longe é bom pra ter novas histórias incríveis pra contar.

Putamerda, com você eu aprendi a contar histórias. Verbalmente. Aprendi a xingar, porque palavrões são elementos chave em qualquer história, aprendi que a mesma história pode ser contada toda semana, com várias atualizações e upgrades e ainda render um monte de gargalhadas, aprendi que se apropriar das histórias dos bróders não é crime, e que quando alguém reconhece o evento, fica ainda mais engraçado por causa da cara de “ei, mas você não tava lá, tava?” do sujeito.

Derivando de contar histórias, um dia a gente resolveu brincar de filmar coisas com uma Sony Cybershot que tinha lá em casa. Photoshop era divertido, mas por que não colocar movimento nas coisas? Assim nasceu “Apanha Mas Não Morre”, seguido por outros clássicos de churrasco mas nenhum sinal concreto de que aquela brincadeira de filmar palhaçadas ia levar a algum lugar. Quase dois anos passaram até que ficasse claro pra mim que aquilo era MESMO o que eu queria. Dois anos de reg quase todo fim de semana ao redor da mesma mesa de pedra preta, conversando e comendo o que quer que estivesse ao alcance até altas horas da madrugada. Depois de um tempo brincando de vídeo, começaram a surgir chances de ganhar uns trocados com material pra aulas de… literatura. Tinha que ser, acho que era uma ironia divina, sei lá.

Nesses trabalhos, sempre foi você que definiu o fio da meada. Por onde seguir, que opinião a gente tava defendendo, porque ficar em cima do muro não leva a lugar nenhum, e por aí vai. Eventualmente eu larguei Ciência da Computação e resolvi que ia fazer Cinema. Cinema, com letra maiúscula, porque era isso mesmo que eu achava que ia acontecer. Promessa de primeiro milhão aos 25. Bombamos essa. Ainda tenho três dias sobrando no meu calendário, mas não tô achando que vai rolar. Anyway, fui pra São Paulo, fazer cursinho e depois USP. Você nunca achou que eu tava fazendo errado – diferentemente de sua opinião sobre minhas ex-namoradas. hahahaha – e de São Paulo, agora tô aqui em Vancouver, mais longe de minha cidade natal do que jamais estive antes.

Trabalhando no meu projeto final – que pra mim tá sendo muito mais tenso do que o TCC na USP – percebo que tô precisando de umas fotos de referência de luz de faróis de carro. Pqp, não tenho carro aqui, então a primeira coisa que me vem na cabeça é pedir ajuda no famigerado Chat PBP. Você e Piu respondem quase de imediato e me mandam coisas incríveis, muito melhores do que eu esperava – ou precisava! Acho que foi isso que eu me toquei enquanto rolava na cama de madrugada: a gente sempre soube quando o que quer que estivesse em questão era muito importante pro outro. Não precisava ser algo verdadeiramente importante pro mundo, ou pra vida, mas para aquela pessoa, naquele momento.

Passou seu aniversário e eu tava tão imerso aqui nos trabalhos de fim de Term que nem mandei parabéns, então, depois desses sei-lá-quantos parágrafos, te agradeço por tudo que a gente fez junto (highlights memoráveis para Reveillon em Morro e São João em Cruz, que não foram mencionados acima) e tudo que a gente ainda vai fazer – aquele rolê de Kombi pelo Nordeste?. Parabéns por tudo que você conquistou até aqui, te desejo todo o sucesso do mundo, sorvetes da Cubana, nascentes e poentes nessa vista incrível da sua janela, tudo de bom com Piu (Piu, o que você decidir eu assino embaixo) e uma cachacinha, que pra você quase sempre vai bem.

Bejo!

Piu, não me mate. Eu não quero roubar ele de você. ;)

Matei o Blog?

Tenho pensado muito nos últimos tempos, se trazer o TCC pra esse blog não acabou me inibindo de continuar a escrever histórias pessoais de forma tão pública. Ainda que a maioria dos interessados não entenda porra nenhuma de português, fica uma sensação estranha, de misturar as duas coisas, parece que não é mais um caderno de anotações, e sim que eu tô exibindo qualquer fato que seja. Ou é só meu jeito de interpretar as coisas.

Bom, o ponto desse post é meio que pra mim mesmo, dizendo que foda-se, e eu vou continuar com posts totalmente não-técnicos nem relacionados com a pesquisa, ao mesmo tempo que intercalo com vídeos e testes. É ideal? Não, mas enquanto o rolê anamórfico não tiver sustança sustentar seu próprio blog/portal/o que quer que seja, esse é um espaço pras histórias de Tito, que também gosta de lentes, e não o contrário. Já tô me repetindo.

Por aqui, tô vivo, esse Term foi ridiculamente rápido e puxado, tô fazendo um assignment de Maya Fluids. Já sei até quando vou – por livre e espontânea vontade – trabalhar de novo com esse treco: JAMAIS. É muito complicado e praticamente impossível de entender o que cada coisa faz, porque tem parâmetro pra tudo, e é a combinação deles que dá o resultado, então mexer num parâmetro pode não mudar nada até a metade do processo e depois foder tudo no final. A entrega do assignment é amanhã (quarta), e já tá tudo pronto, lindo e maravilhoso, menos o inferno dos fluidos.

O demo reel também tá evoluindo, nessa semana (passada) consegui fazer um plano muito divertido usando sombras e luzes com ajuda do Fernão na animação do meu querido alien, e logo mais tá acabando. Ainda tem muito terreno pra cobrir e coisa pra fazer funcionar, mas o prazo acaba e não dá pra ficar enrolando sem terminar até o infinito. O break tá chegando e vamos ter duas semanas de folga, na cara do verão. Pra ficar melhor, a temperatura média podia subir de 10 pra 20 graus. Sei de um sujeito que não ia reclamar.

Ontem fomos ver um show do Gil aqui em Vancouver e deu uma saudade boa da Bahia, daquelas de lembrar de coisas e gostar das memórias, não daquelas que dá vontade de voltar correndo.

Opa, o Maya começou a fazer barulho aqui, vou voltar pra ver se termino essa desgraça!

First time shooting like this on my own. The video turned out WAY LONGER than I expected so I’ll be much more concise during the reviews. This one can be longer too, because there are lots of rules and I wanted to make them all very clear. I planned to do this much more carefully, with better lighting and all, but since one of the lenses is going away on Monday I had to start early or totally miss one of the reviews. I’ll think of it as a pilot episode, testing for feedback and response.

It’s been a little while since I decided to make video reviews for the anamorphic lenses I have. Ever since then I have thought a lot about the format and “rules” to be followed so the videos could be compared to each other and I don’t end up doing a lot of subjective work (since these are lenses that can be held against each other and some have clear advantages over others). I also didn’t want to make boring endless charts and stuff like that, because it’s hard to watch and keep focused if there’s nothing interesting happening at the screen. I say that because I’m terrible at watching lens tests whenever they’re too boring, I want to convey the feeling of what can be achieved with the lens, but I also gotta set myself some limits: last time I thought of making a “test video” I ended up doing a full on webseries pilot followed by a 100-page essay, so gotta tone down the creativity a little.

This post describes what I got so far and I’d love to hear from you what you think might work, what might not and other interesting things to get in the videos.

First of all, everything will be shot with a Canon 5D3. That’s the camera I have and I don’t plan on buying any other soon, which means full frame. Good thing is, from there you can easily convert into smaller sensor sizes and figure out what is or isn’t covered for different cameras. If anyone wants to give me another camera for the tests, free of charge, I have no problem with that! Hahahah!

For taking lenses, again, I’m not going far, using what I have, which is also a standard prime set. Mir 1B, Helios 44, Jupiter 9 and Tair 11 (they translate to 37mm f/2.8, 58mm f/2, 85mm f/2 and 135mm f/2.8). They’re all russian glass and have been known to work well with anamorphics. I wish I had a more “modern” set, such as Contax/Zeiss, to compare both vintage and modern looks, but I’m not spending any money on this.

Whenever I’m filming the lenses to show build quality, how they work or anything like that, I’ll be using Canon’s native H.264 codec, for there is no need to spend any more bytes with that. For the actual technical testing (charts and stuff), I’m shooting RAW with Magic Lantern, at 1080p resolution with no post processing other than VisionLog camera profile, so the footage is as flat as can be. We want to see the maximum amount of detail the footage can hold, so no grading on this part, no contrast, no nothing. Plain log. Videos will be uploaded to both Youtube and Vimeo, so users can download them and check for finer detail without internet’s compression.

The technical aspects that will be analyzed are build quality, sensor coverage (both full sensor and a standard 2.4:1, Cinemascope, crop), current price and availability, sharpness (at f/2, 2.8. 4 and 8, comparing corners and center). Sharpness tests will be done with charts in the first part of the video. I’m also gonna test them with the diopters I have here. Minolta +0.4, Iscorama +0.5, Fujinon +1.25 and Canon +2, all achromatic doublets that should improve the lenses’ performance. I’ll always comment on the focusing method for each lens, since there are several different ways of doing it, and people are always confused about it. Flares will also be tested, using a regular smartphone flashlight.

The output footage will be unsqueezed by REDUCING THE HEIGHT instead of increasing the width, which holds more detail and is the most common process to properly unsqueeze footage. This will lead to black bars above and below the frame. On these areas I’ll put all the technical information I can about each shot (f-stop, ISO, shutter speed, taking lens, anamorphot, diopter, white balance) so anyone can quickly see what changed from shot to shot.

After all these techcnical stuff, which shouldn’t play for too long, there’s a “real world test”, which consists of 10 handheld specific shots, 5 “well lit” and 5 at low light, consisting of a close up shot, medium shot, infinity focus, a rack focus and one extra that I haven’t decided yet. These will also be shot RAW as the charts, but will be presented graded. I’d love to tell short stories with them, but I’m not sure it’ll be possible.

After all this craziness, I plan on sharing a couple DNG frames from both charts and real-world tests so anyone can push them to any limits they like or look at each individual pixel, hell, I don’t know, not my problem!

So, is it kind of clear or confusing? Am I missing something? Is there anything else you’d like to see?
I’m also thinking of shooting a short video explaining all of this, instead of having it just written here.

Aboio Avoado – Lenine.

Não gosto de postar letras de música totalmente fora de contexto, mas depois de ouvir essa umas trocentas vezes agora de manhã, achei que valia a pena! Vale a pena ouvir também.

Era um delírio danado
De queimar as pestanas dos olhos
Um tremor batendo no peito
E esse adeus que tem gosto de terra

Ah! Meu amor!
Não se entregue sem mim
Ah! Meu amor!
Eu só quero avoar

É Difícil de Explicar.

Ontem eu tava rabiscando umas teorias de como terminar um assignment, planejando meu curso de ação assim que o computador terminasse de renderizar uns frames, quando me ocorreu um pensamento peculiar: “se eu tivesse que explicar esse assignment pra meus pais, o que eu diria?”, e foi aí que me toquei que é difícil (quase impossível) conversar sobre as coisas que eu tô estudando aqui com qualquer pessoa que não tenha passado pelo mesmo processo ou trabalhe na mesma área. O resto do mundo que se foda, mas fiquei um pouco incomodado com o fato de meus pais não terem muita noção do que eu faço, e o motivo principal é: tudo que eu faço aqui tem como objetivo parecer o mais real possível, quando na verdade não é. O problema é que quando o resultado funciona, não dá pra ter idéia do caminho percorrido. Tem os breakdowns, onde a gente mostra umas partes do processo, mas é algo mais técnico, e menos “olha só o que eu fiz!!”. Bem diferente de uma profissão mais “tradicional”, digamos, onde as coisas que você faz são visíveis e palpáveis.

Espero que esse post não se enrole muito, porque vou tentar definir o que é que fica me apertando o juízo nessa história.

Quando fui fazer audiovisual, não tinha comparação. Você começa com nada, e acaba com um filme, você fez aquele filme, provavelmente não todas as funções, mas dá pra descrever. Trabalhando como câmera, todo mundo sabe o que é uma câmera, lentes, trilhos, se pendurar nas coisas, fazer gambiarra com luz, porque isso tudo faz parte do dia-a-dia da vida, não só do set. No set a gente só “reutiliza” as coisas da vida. Até no processo do TCC, a revisão passava por minha mãe, porque se ela conseguisse acompanhar a leitura, era algo acessível pra quem tivesse interesse, mesmo que pouco ou nenhum conhecimento prévio. Esse era o objetivo do TCC, disseminar um conhecimento que me tomou um puta tempo, de uma forma simples, pra possibilitar o acesso a mais pessoas que não tinham o tempo ou os recursos que tive durante a pesquisa. Em várias ocasiões eu falei, e continuo repetindo, se dá pra colocar na internet, de graça, esse é meu caminho preferido. Por que? Porque assim você não limita o acesso, e sim expande, é de graça, qualquer um pode ter, tá na internet, qualquer um pode acessar, não dá pra ser muito mais livre que isso.

Agora voltando pra VFS e traçando um paralelo com AV. Em AV eu tava por trás das câmeras. Em VFX, eu tô por trás de quem tá atrás das câmeras. São mais camadas de “ficção disfarçada de realidade” pra chegar no meu trabalho. É fácil saber que as pessoas no filme são atores e não os personagens em si, é fácil saber que a luz é manipulada por alguém, assim como o som e todos os ambientes que aparecem na tela. Já é mais difícil saber se em determinado plano o jardim do lado de fora da casa – desfocado e sem objetivo narrativo óbvio – é real ou foi colocado ali digitalmente. É difícil saber quando uma tatuagem sumiu, um microfone foi apagado, uma PESSOA INTEIRA foi apagada do plano, se X e Y objetos são reais ou digitais. E um dos problemas nessa história é: se o público consegue perceber, é porque o trabalho devia ter sido feito com mais cuidado.

Ok, espaçonaves no céu, algumas explosões, prédios futuristas e essas coisas são mais fáceis de dizer “Ah! Digital!”, porque a gente sabe que isso não existe nos dias atuais, mas é tudo tão baseado na realidade que mesmo os maiores absurdos se costuram com a realidade e ninguém fica reparando na textura-do-vidro-daquele-arranha-céu-que-não-existe-no-mundo-real-mas-existe-no-filme, porque não é esse o objetivo mesmo. E pior, algumas delas podem ser de verdade, construídas para o filme, no mundo real.

Argh, tô sentindo que tô perdendo o ponto da discussão.

Tenho certeza que todo trabalho tem suas coisas mais técnicas e complicadas, que só dá pra conversar de verdade com outras pessoas da sua profissão, mas também tem elementos simples, que dá pra explicar pra qualquer um em cinco ou dez minutos. O que eu tô procurando agora é esse elemento no meu trabalho. De forma objetiva, a pergunta é “Como montar uma frase compreensível, mas não supérflua, sobre o que faço, sem termos técnicos ou glamour exacerbado?”. Porque eu posso virar e falar “ah, eu faço ilusões”, mas, pelo amor de deus, né? Não vamos forçar a barra – mesmo porque isso é tema pra outro post.

Bom, vou terminar esse por aqui, e se alguém pensar na frase, por favor, poste nos comentários. Enquanto isso, vou pensando por aqui, e tocando o demo reel pra frente.
- Acho que o fato de aprender tudo em outra língua colabora com a dificuldade desse quebra-cabeças.

Em Marcha Lenta.

Depois do post preguiça do break, o ritmo ainda não mudou por aqui, apesar de eu ter a nítida sensação de que deveria estar mais preocupado com o andar da carruagem. Tô fazendo tudo com calma, talvez até demais, e dando passos pequenos, dando mais importância pro que me dá vontade de fazer do que pro que eu tenho a obrigação de fazer. Mesmo assim, tô em dia com as coisas da escola, até adiantado em alguns assignments e o demo reel tá andando com alguma estabilidade.

Estamos cada vez mais perto da primavera – o horário de verão começou hoje de madrugada – e tem mais de quinze dias que não vemos um dia nublado, só Sol, o tempo todo. Os dias nascem mais cedo e terminam mais tarde também, o que é uma maravilha porque o Sol dá uma animada na vida inteira. Ainda tá frio, no geral, um frio dos infernos (mínima de 1 máxima de 12), mas há de melhorar nas próximas semanas.

Comprei uma lente – uma que tive enquanto morava em São Paulo – linda e maravilhosa (50mm f/1.2), por dois terços do preço original, e tá perfeita. Eu e a May estamos planejando fazer umas fotos, inspirados pelo álbum novo dos Punch Brothers, Phosphorescent Blues, que estamos ouvindo loucamente – apesar de as músicas estarem aqui há quase dois meses, só começamos a ouvir nessa semana. Tem uma entrevista muito legal onde um crítico fala de coisas por trás das letras e do feeling geral da produção, que foi o que deu o estalo pra fazer as fotos: o disco todo, apesar de ter uma pegada bluegrass, tem letras modernas e fala/critica de um jeito muito elegante a nossa dependência de celulares, computadores, redes sociais e essas coisas todas que nos viciam em frente às telas. As fotos vão ter bem pouca luz, e por isso a lente tem ainda mais valor nessa brincadeira.

Além dessas coisas, tenho jogado muito Dead State – do post anterior – mas acho que cheguei num ponto de virada – na vida, não no jogo – porque ontem foi o primeiro em… quinze? dias que passei sem jogar nada, só fazendo coisas do reel e assignments, e me divertindo um bocado no processo. Estamos vendo um monte de séries também, e cinema voltou ao menu.

Durante o break – ou logo antes dele, não lembro – fomos ver What We Do In The Shadows, um mockumentary sobre vampiros nos dias atuais. Vale muito a pena, não é um filme longo, e a gente riu um bocado porque as piadas são muito inteligentes. Lado mais positivo: já tem torrent por aí.

Bom, esse post tá com muita cara de diário, então vou parar por aqui, porque sim. Acho que vou tentar escrever mais um, sobre um tema menos mundano.

Décima Temporada.

Já tem bem uns dois meses que eu tava querendo trocar de temporada aqui, e nada de idéias pro título ou pros banners. Acabei indo com um estilo mais minimalista em comparação com as últimas, mas acho que combina com meu estilo mais recente.



10ª Temporada: Hovering Lights

Passei dias (semanas) sem a menor inspiração pra escrever nada por aqui, sem temas e coragem, e hoje que tenho um gazilhão de coisas pra fazer, me vem quatro posts quase prontos na cabeça. O ritmo tá meio estranho porque tenho escrito mais em inglês do que português, mas vamos tentar. Bom, esse aqui era só pra registar a mudança de temporada, então o serviço tá feito. Já sinto falta da May nos banners!

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