Assignments, Brasil e Buda.

Esse post tá na pasta de rascunhos há tempo demais e já passou da hora de mandar ele pro ar. Não achei direito o que era que tinha pra contar, mas vamos assim mesmo.

Semanas bem atribuladas, trabalhando em muitos assignments (graças aos céus, bem menos, em termos de volume, que no term passado), mais focados nas nossas ênfases e com um boost em liberdade criativa para grande parte deles. As aulas de VFX estão beeem divertidas, e passei a semana surtando com umas experiências de rigging e texturas, por pura curiosidade e pra gastar o tempo teoricamente livre.

Tivemos também uma introdução ao Maya Fur, que é um negócio totalmente aleatório, relativamente útil pra simular pelos ou cabelos bem curtos. Aí a experiência era colocar umas pelagens nesse camarada aí embaixo. Fur é tão doido que eu acho que simula a vida: o queixo do meu personagem tinha um buraco, onde não nascia barba nem por intervenção divina, como uma falha na barba, igual ao mundo real.

Saindo das experiências aleaórias e passando pra aulas INCRIVELMENTE INCRÍVEIS, aprendemos a lidar com RGB Lighting. Em RGB lighting você ilumina a cena usando luzes das três cores primárias, e depois controla como a luz deve ficar de fato usando o Nuke, na pós-produção, depois de renderizar tudo que o Maya tem que renderizar (geralmente essa é a parte mais demorada). Nesse assignment a gente tinha que criar duas imagens completamente diferentes usando o mesmo enquadramento e o mesmo set de luz RGB. Na primeira imagem eu só tô deixando influenciar a cena as minhas luzes que eram pintadas de vermelho, na segunda cena, tava usando só as azuis e resolvi brincar de bicho papão colocando a luz verde muito doida que sai de debaixo da cama.

Se isso ainda é muito confuso de entender, tá aqui o que era meu RGB pass, pra piorar de vez a maluquice.

Na aula seguinte, o Craig falou um bocado de integração, que pra atingir um resultado perfeito, você tem que ser capaz de recriar o mesmo cenário de luz e materiais que tinha na vida real, senão seus elementos digitais vão ficar “descolados” do resto da imagem. Esse foi moleza, fiz na aula mesmo, ajustando luzes e ambiente, fazer a bola da esquerda e a cartelinha de cores ficar praticamente idênticas às reais, que fazem parte da imagem de fundo.

Voltando pra parte mais interessante da coisa, nas aulas de Compositing e VFX a gente tá lidando bastante com matchmove e integração de elementos simples (a princípio). No primeiro vídeo, a gente tinha essa placa em branco, e cada aluno projetou sua própria placa e colocou no lugar. Enfrentamos uns processos muito loucos de tracking e coisas do Nuke que não tínhamos visto ainda. Foi uma das melhores aulas da semana passada.

Tava com uma placa totalmente sem graça, aí tirei uns minutos no fim de semana passado, inspirado pelo demo reel, e comecei a introduzir o assunto em outros assignments, com essa placa maravilhosa abaixo:

Agora sim, o vídeo com a placa no lugar:

A outra das melhores aulas da semana passada, integramos esse toldinho aí em cima da porta. Entre as mais incríveis do curso, essa também foi uma das aulas mais puxadas de todas, com MUITA coisa pra anotar, lembrar e usar em atividades futuras, ou para consulta em caso de pepino. Foi aqui que recuperei minha fé que tracking é uma coisa lógica e não mística.

Ahhh! Já tava esquecendo de registrar isso aqui também! Semana passada (ou retrasada, já não lembro), comecei um novo blog, pra documentar o processo do demo reel. É impossível escrever tudo que eu tô fazendo, senão só escrevo e não faço nada, mas tô colocando coisas lá aos poucos. Se eu tiver coragem, hoje mais tarde ou amanhã cedo coloco um post sobre a mid-term presentation. O link é Hovering Lights, mas o endereço é o antigo tferradans.com/portfolio, depois dá uma passada lá, que tá ficando bonitinho (e bem técnico, como eu gosto).

Bom, agora que eu acabei (cortei no meio) a parte dos assignments, vamos para o Brasil. LITERALMENTE!

A gente tinha pensado em ir pra Los Angeles, Las Vegas, San Francisco, mas a saudade tá mais forte que a sede de explorar novos lugares, e vamos fazer uma retirada estratégica, partindo de Vancouver no dia 19 e chegando em São Paulo dia 20! Aí a May vai pra São Bernardo e eu vou pra Salvador, para passarmos Natais (Natal tem plural?) em família, e depois nos reencontramos em São Paulo para ver amigos e atividades diversas!

A gente já tinha as passagens, “só” tivemos que alterar as datas. Foi um dia tenso. Todo o tempo que economizei ao telefone ao longo desses últimos… dez anos, eu diria, gastei numa manhã só, em duas ligações de quarenta e cinco minutos cada uma, sendo que trinta desses foram ouvindo musiquinha de espera. Sério, o atendimento telefônico da Air Canada é tão congestionado que eu telefonei, fiquei com o telefone no ouvido, saí de casa, fui até a Future Shop (quinze quadras de distância daqui de casa), procurar e comprar jogos novos (foi no dia do lançamento de Far Cry 4 e GTA V para o PS4, então não podia perder a ocasião), voltar, passar no mercado, e sentar na mesa em casa de novo, pra poder terminar de falar com a atendente. Pelo lado positivo, as moças foram muuuito gente boa, proativas e conseguiram até colocar a gente em poltronas lado a lado num vôo lotado!

Agora, pra fechar o post, chegamos no Buda, que é uma referência ao disco novo do Criolo, Convoque seu Buda, que a May me mostrou na semana retrasada e ouvi direto, sem parar e sem pular músicas por quase dez dias seguidos. É sen-sa-ci-o-nal, tem muita cara de São Paulo, e traz nas letras temas mais do que relevantes pro momento atual, ecoando muita coisa que a gente vê, ouve e sabe. Vou parar de falar do disco senão vou falar besteira, porque não é minha área de expertise, mas recomendo ir no link e baixar, que é de graça, ou pelo menos ouvir uma vez pelo streaming, se não puder/quiser baixar.

This is the first post (of a series) regarding the everything that goes into my demo reel project at Vancouver Film School. The chosen idea, at the end of last term was Hovering Lights (the title will probably change), a (very) brief story regarding some people experiencing a UFO sighting over Vancouver. The original concept is right below, and it’s a brief story involving an amateur cameraman and his girlfriend who find themselves in the middle of a major event and keep shooting. The whole thing won’t be more than two minutes long, and will have just a couple of shots, not all of them loaded with VFX. The main idea is to make it look real footage and fool some youtube viewers.


It’s not hard gathering good reference on the track I want. The hard part was compiling the whole lot together in less than two minutes. Seriously, six feature films and one short, packed together to set the mood for my own idea, took me a day to cut through. Cloverfield and Dark Skies are the main references, but I also have a lot of elements coming from Chronicle, District 9, Project X and just a few ideas from Signs and War of the Worlds. From the gaming side, a great deal of camera style comes from What’s in the Box, which is heavily inspired in the Half Life universe, and, since we’re talking Half Life, the soundtrack comes from Black Mesa Source, composed by Joel Nielsen and one of the best game soundtracks I’ve heard recently.

The goal is to reach a 30 seconds video near the end of the term. So far, we’re around 1m20s, but I’m sure we can shrink it some more. The main flow of images, color and situations kind of follows what I have in mind for the script. It just won’t be as apocalyptic or chaotic as all of this (no exploding buildings, crowds or huge wide-shots). Even though I have plenty of reference, it’s kind of hard to find an alien themed movie that doesn’t have too much “epicness” in it. Independence Day was originally in the list as well, and ended up kicked out because everything was too huge (even the ships).

The best thing I noticed while I worked on this mood reel was how clear the plot was becoming, over the hours and according to my doubts and questions around “how do I edit this together and it still makes sense?”. Before this, I had the idea, yeah, but it was still in the realm of free-ideas, too perfect and with too many holes in it. Now it’s gathering shape and form, and soon will be ready to shoot!

Lynn Park e Extras.

Tô querendo fazer esse post há uma semana – que longa semana – e não tinha conseguido começar ainda. Ontem saí pra acompanhar colegas que iam em Lynn Park, fazer pesquisa de locação, e aproveitar o Sol. O lugar é um inferno gelado, mas o inferno gelado mais bonito que já tive o prazer de visitar. Stanley Park fica no chinelo.

Bom, pra não começar o post pelo fim, vamos voltar até Sábado passado. Arrumamos a casa e depois resolvemos dar uma saída, pra explorar a cidade. Passamos no Pacific Center, mas já conhecemos o lugar como a palma da mão, então não tinha nada novo por lá. Pegamos o SkyTrain para o Sul e descemos perto da Oakridge and 41st. Tem um shopping muito doido lá, e achamos que podia ter algo divertido, já era oficialmente o dia mais feio do mundo. Rodamos um pouquinho, olhamos a Apple Store, passamos no mercado e compramos mini-cenourinhas pra lanchar, quando descobrimos porque o destino tinha nos mandado àquele lugar remoto: UMA LEGO STORE. O lugar é um sonho, desmontável e remontável. Sério, acho que é uma das lojas mais legais que já fui. Tinha uma chuva de crianças jogadas pelo chão, montando e desmontando coisas. A única coisa não muito feliz é que a parada é meio cara.

Fomos atraídos por um set do Lego Movie, pequenininho e barato. Descobrimos que tinha um cinema no shopping, e resolvemos enrolar pra ver o filme. Nesse meio tempo, ficamos montando uns pedaços do lego. O que nos leva à minha pior decisão da vida, acho, nos idos de 2005, quando nos mudamos do apartamento para nossa casinha, eu abandonei o lego na casa velha. LITERALMENTE abandonei. Toneladas de lego. Sério, não entendo até hoje porque fiz isso, especialmente considerando o quanto brinquei com essas pecinhas ao longo de pelo menos dez anos (esse post tá cheio de superlativos, mas foi um dia extremo, me ajudem aqui!).

Deu perto da hora do filme e fomos procurar o cinema. Aí descobrimos que o cinema tava fechado há seis meses. SEIS MESES. Como diabos tinha uma programação normal, só Deus e o Google podem explicar. Tristes e arrasados com essa descoberta, resolvi que merecíamos um encorajamento para a vida e voltamos para loja do lego. Compramos um super carro dos Caça Fantasmas e passamos duas horas montando, em casa. Aí minha saudade de lego bateu com força, e desde então, estou a vasculhar a internet, no tempo livre, procurando bons negócios, e sets incríveis, sem quebrar o banco.

Citando o Lego Movie – é inevitável – “everything is awesome!”.

No Domingo, ficamos metade do dia ouvindo “Vermelho” da Fafá de Belém, e a outra metade do dia atualizando as páginas do segundo turno da eleição. Ah, como a gente comemorou quando apareceu lá “Eleita”! Até fomos encontrar o Nicko pra passear na praia, mas tava absurdamente gelado, então ficamos só tomando café mesmo. Depois voltamos pra casa pra umas rodadas de Catan, que todo mundo merece. Até apareceu por aqui o Vitor (um dos Vitors), colega da May no Sound Design, pra jogar com a gente.

Depois disso, na Segunda já começavam as aulas mesmo, e meus horários estão ridiculamente mais leves do que no term passado, tenho uma aula só, na maioria dos dias, e duas aulas de vez em quando. Sem falar que, como agora já estamos na fase das especializações, a gente só vê as aulas que são voltadas pra nosso stream. No more modeling classes. Mas ainda temos lighting, que tá sensacional, com quatro aulas interessantíssimas. Na real, a primeira aula de todas ERA Lighting, e o tema era linear workflow, uma parada que ajuda muito no funcionamento das luzes virtuais e é muito mais fotorrealista do que o workflow normal. Nosso primeiro assignment era iluminar uma biblioteca, aplicando o linear workflow, e criando atmosfera. Seja positiva, negativa, qualquer sentimento vale.

Depois de umas seis versões que tava achando uma porcaria, fiz uma que achei razoável e mandei pro Craig – instrutor de luz. Ele respondeu com várias sugestões, e fui ajustando. Foram mais umas quatro ou cinco versões, algumas com grandes mudanças, outras mais sutis, até chegar nessa aqui embaixo, que é a final, e vou entregar hoje. Acho que foi um dos assignments de lighting que fiz com mais cuidado, e pensando nas coisas, além de que o feedback ajudou muito a identificar coisas que pra mim nem eram perceptíveis, mas que fazem grande diferença no espírito da imagem final. Cada dia eu fazia um pouquinho e deixava renderizando enquanto trabalhava em outras tarefas.

Na primeira aula de VFX, demos a partida no tão comentado spider assignment, que é um dos mega trabalhos desse term. Para essa semana, era preciso texturizar o modelo da aranha e escolher três opções de locação para filmar e integrar a parada. As minhas três ficam a dez metros de distância uma da outra, aqui perto da garagem do prédio. Quero fazer uma aranha robô vira-lata, que revira o lixo à procura de comida, e se esconde quando pessoas aparecem. O clima é de câmera escondida, observando a criatura. Para me ajudar nessa tarefa – e também para o demoreel, passei boa parte do dia de ontem modelando uma lixeira grande, em escala exata, nos mínimos detalhes. Ao longo da semana vou trabalhar no surfacing e logo mais ela aparece por aqui. Não vou falar muito do reel porque vou fazer isso em inglês, pra usar como ferramenta extra de trabalho, explicando meus processos. Aqui embaixo tá a tal aranha, que no vídeo vai ter uns 60-90 centímetros de altura.

Continuando um pouco no assunto do reel, saí pra tirar umas fotos de locação no Sábado de manhã, no pós-Halloween e quando meus dedos já estavam quase congelados – mesmo de luva – me aparece um bróder completamente bêbado e cansado, voltando pra casa depois da festa e fica me observando. Como sou uma pessoa alerta, fico também prestando atenção no sujeito e na minha bike, alguns metros mais além. De repente o camarada se aproxima e fala “hey mr. photographer! Take a picture with me in it!”. E o resultado foi essa graça aí embaixo. Foi muito inusitado e engraçado na hora. Minutos depois ele volta, com o celular na mão. “You know what, could you take one using my phone, so I have it too?”. Tirei mais uma e ele foi pra casa enquanto eu terminava meus testes.

Depois dessa graça, voltei pra casa e o plano era trabalhar em assignments até o fim do dia. Mas aí me mandam uma mensagem chamando pra ir em Lynn Park – afinal, o do título!. A Daniela tava indo fazer pesquisa de locação também, e tinha uma galera indo junto. Olhei para a janela e vi um solzão lá fora, então achei que era uma boa abandonar os assignments um pouco e aproveitar o clima. Grande erro achar que ia estar calor. O lugar é GELAAAAAADO, mas lindo. Tô com poucas fotos aqui, porque na pressa de sair, acabei esquecendo de trocar a bateria da câmera, então posso levar uns dias até postar essas fotos/se postar, porque elas não ficaram lá grande coisa.

O parque é realmente lindo, e tem um puta clima de filme, com neblina, rios, floresta de pinheiros e o escambau. Foi um bom passeio de Sábado.

Ontem, fiquei o dia em casa, arrumando coisas, fazendo assignments (ainda tenho alguns pra arrematar!), lavando roupa, e fugindo do fogo. Quando subi com a roupa seca, senti um cheiro estranho dentro de casa, de coisa queimada. Achei que era o computador (essa é sempre minha primeira reação, desde 2005), depois fui na cozinha, achei o cheiro mais forte no closet. Fui na varanda, e vi que tinha uma FOGUEIRA na sacada do apartamento ao lado. Dali a uns minutos, ouço batidas fortes na porta, através das paredes. Depois de algumas rápidas tentativas, os bombeiros derrubaram a porta, e o alarme de incêndio do prédio todo disparou. Aí as pessoas TODAS desceram de suas casas para o térreo, até ter confirmação que tudo tava bem e que elas já podiam voltar.

Admito que fiquei impressionado com a velocidade entre o começo do fogo, a chegada dos bombeiros e a solução do problema. Tá bom que o fogo tava só na varanda, mas ainda assim foi impressionante. E esse foi o fim do Domingo. Depois a May chegou por aqui, e ficamos tirando o atraso de todas as séries que não vimos ao longo da semana!

Ah, nos últimos dias também apareceu no facebook, postado pelo Padu, um trechinho do vídeo de reabertura do Alberta #3, em São Paulo, para o qual eu ajudei a testar e emprestei a sensacional LOMO Foton-A. No fim das contas, eles acabaram comprando a lente, e fiquei muito feliz por ela ter acabado nas mãos de amigos tão cuidadosos e apreciadores da arte anamórfica!

Tem várias conversas minhas com a May que eu lembro de cor. Acho que a maioria delas, ela lembra também. Tem uma porém, que acho que ela não deu muita importância, mas pra mim foi, definitivamente, um ponto de virada sobre como encaro pepinos no trabalho. Estávamos no começo/meio de 2012, terceiro ano de Audiovisual, todo mundo se preparando pra filmar os Cines, que são curtas bem mais elaborados que os jobs, exercícios do ano anterior, onde as pessoas podem exercer suas funções específicas no set com mais conhecimento e cuidado. A grande diversão de fotografar um Cine, pra mim, era usar os “incríveis” estúdios do CTR, com luzes penduradas no teto, controles pra tudo, cabos por cima de tapadeira, nada de luz natural, controle total, essas coisas de fotógrafo/pós, sabe, essa pessoa que sou eu.

Aí o CTR aprontou mais uma das suas, e da noite para o dia nos foi informado que não poderíamos mais usar os estúdios. Puta que pariu, eu fiquei possesso. Obcecado, diria. Metade das minhas conversas com qualquer pessoa eram sobre esse assunto. Mais da metade das minhas conversas com a May eram sobre esse assunto. “Não acredito que não tem estúdio”, “Vai ficar uma porcaria, não dá pra fazer sem estúdio”, “Quero filmar em estúdio, a gente já tá no terceiro ano”, blá blá blá, mimimi – que pra mim parecia incrivelmente pertinente.

Um dia de noite, conversando antes de dormir, eu tava falando disso de novo e a May respondeu, com uma super naturalidade que me pegou desprevenido. “Meu bem, porque você não pára de reclamar disso, aceita que não tem estúdio e arranja um jeito de fazer o que você quer em locação mesmo? O tempo que você tá gastando nessa reclamação você podia estar melhorando sua fotografia”. O sono foi o coveiro dos estúdios, e quando o outro dia começou, eu já tava me dedicando a novos assuntos. A equipe toda do filme era legal, a equipe de foto era incrível e eu tava sendo um ignorante me preocupando com uma questão perfeitamente contornável.

O set foi divertidíssimo e com esse projeto deu pra ticar na minha lista de objetivos de vida “fotografar um noir, com direito a todos os extras” – muita coisa acabou não entrando no corte final, mas a gente usou. Tinha fumaça, tinha sombras, tinha mistério, tinha morte, suspense, luz e sombra contrastadas, pouca cor, um policial, uma femme fatale, tudo que se pode querer. Só não foi anamórfico porque eu não tava nessa pira ainda.

Mas, mais importante que o set, foi esse comentário da May, antes de dormir. De lá pra cá, sempre que alguma coisa explode no meio do caminho, se eu considero que é muito importante, eu insisto um pouco, se não tem jeito mesmo, vamos deixar pra trás e trabalhar numa nova solução. Acho que essa linha de pensamento vai voltar a ter muito valor ao longo da produção do demo reel. Continuem sintonizados para os próximos capítulos.

Lila.

Sabe aquela coisa de “irmão é assim mesmo, briga por qualquer coisa”? Eu não sei como é. Não sei se foi sorte ou se é muito amor mesmo, mas pra mim a frase vai “irmão é assim mesmo, ajuda pra qualquer coisa”. Crescer junto não é coisa fácil, e eu sinceramente não sei como a gente fez. Sei lá, acho que em algum momento a gente percebeu que era melhor pros dois se a gente trabalhasse junto do que competisse – tem uma história envolvendo palmadas que prova esse ponto, mas minha mãe seria a pessoa mais indicada pra contar.

Só de pensar em como eu sou e como Lila é, eu vejo e reconheço TUDO de meu pai e minha mãe. Falando em pai e mãe, sempre tem aquela coisa que a gente não pode contar pros pais, né? Mais uma das vantagens de ter uma irmã incrível é que a gente nunca tem um assunto restrito. Achou que o outro fez besteira? Fala! Achou que fez certo? Fala também! Tem um quê de comunicação telepática de dona Fátima e meticulosidade calma de doutor Luiz, onde um sempre tá lá pra ajudar o outro, seja com a louça na pia, dando carona, ajudando na figuração de madrugada, emprestando lente ou fazendo qualquer coisa no Arraial. Se um aparece com uma idéia muito louca, a primeira reação do outro não é “por que?” e sim “quando a gente começa?”. Eu sei que posso contar com ajuda de minha irmã pra qualquer coisa, mesmo sem pedir, e acredito que ela sinta a mesma coisa. Sei disso porque sempre que eu começo uma piada a partir de uma mentira e a história chega até Lila, ela vai aumentar. Aumentar a piada E a mentira, do mesmo jeito que eu faria (agradecimentos especiais para o Geja nesse aspecto!).

Minha irmã é a única pessoa no mundo na qual eu confio cem porcento quando o assunto é filmes de terror. Sobrinhos de Tio Geja, fomos escolados cedo na arte do suspense e é muito difícil achar um filme que assuste de verdade. Se Lila diz que um filme é bom, é porque o negócio deve ser bom mesmo. A gente gosta do mesmo “tipo” de terror, que segue as regras do gênero – porque é impossível fugir -, que não decepcione na história e tenha (pelo menos) um pouquinho de criatividade, pra se diferenciar dos outros.

Parceira número para fazer trabalhos em grupo de escola (fossem os meus, fossem os dela), presença ilustre em festas de fim de semana com meus mesmos cinco amigos TODA semana, e longas conversas sem sentido sentados à mesa de jantar. Quando eu tava aprendendo a dirigir, Lila era a cobaia mais alegre para passeios pela rua e caronas a qualquer hora. Parte fundamental do trio Vega/Taj Mahal, envolvida em rodadas épicas de esconde-esconde, madrugadas em Itapetinga, colecionar sapos no quintal, infinitas temporadas de Arraial, filmes e fotos completamente loucos (e outros muito bem feitos também!),

Lila tem um olhar diferente pras coisas. Eu sei que ela tem um mundinho próprio dentro da cabeça, que ela disfarça muito melhor do que eu! É uma criatura de um perfeccionismo absurdo, chegando a se sabotar as vezes. Sabe as histórias que minha mãe precisa contar? Lila tem as fotos que ela precisa mostrar, e eu vou fazer tudo que for possível pra ajudar nessa aventura.

Pra fechar, um curtinha que minha mãe achou por acaso. Pra variar, enrolei mil anos pra assistir, e chorei pra me acabar quando finalmente vi. Acho o título deveras adequado.

Eu queria muito que esse post ficasse incrível, no nível da minha irmã, mas as palavras não tão tavam vindo direito, acho que é saudade. Tô escrevendo esse post e chorando, porque quase seis meses longe de casa é moleza, mas quase seis meses longe de Lila é foda.

Homestretch.

Antes de começar esse post, uma breve pausa para o estado de espírito do autor (e também foi nosso ÚLTIMO assignment de Classical Animation):

Depois de um fim de semana apocalíptico, estamos na última semana (pós-apocalíptica em teoria) do Term 2. Últimos dias e aulas, depois temos folga de Quinta feira até Segunda que vem. Míseros quatro dias, mas uma excelente pausa pra quem tava surtando com o tanto de assignments.

Bom, ao que interessa: não importa o quanto avisem, não tem descrição precisa o suficiente pro caos que é o Term 2, simplesmente porque não tem nada que dê pra comparar com ele. Como no Term 1, eu fui fazendo meus assignments adiantado, pra ficar mais tranquilo no fim, e nem assim deu certo! De Sábado, 8h da manhã até Domingo, 8h da noite, passei 3h30 dormindo, 2h vendo filme e o resto do tempo trabalhando em coisas pra entregar. Eu literalmente texturizei o personagem das aulas de Modelagem nesse período, além de terminar a modelagem em si, abrir as UVs pra fazer as texturas e renderizar tudo em quatro passes diferentes. E enquanto renderizava, eu já tava trabalhando em outra coisa.

Antes de continuar com mais histórias, vamos deixar bonitinho aqui o registro desse personagem. Felizmente era um personagem simples (?), cujo design tinha sido criado pelo nosso grupo no Term 1. A Andi, cuja casa e laboratório de revelação apareceram nesse blog trocentas vezes, foi o personagem mais votado na sala, e o qual trabalhamos durante as aulas (enquanto a grande maioria da modelagem dos prédios foi feita no tempo “livre”).

Quinta tivemos a última aula, onde vimos como fazer as roupas e o cabelo – nenhuma das duas coisas era verdadeiramente simples, pra ser preciso, o cabelo era um verdadeiro pesadelo, mas vamos adiante. Sexta eu descobri que o arquivo tava corrompido, e não pude trabalhar pela manhã, até chegar na VFS e passar algumas horas “descorrompendo” o desgraçado. Aí, Sexta já foram algumas horinhas dedicadas à modelagem, e sábado de manhã eu terminei as roupas e a câmera. Deixei o cabelo por último. Sábado de tarde eu comecei a mexer nas texturas e materiais, e só fui dormir às 3h30 da manhã, quando terminei tudo que podia e deixei faltando só o cabelo. Deixei renderizando, pra ter uma noção de quanto tempo o processo ia levar, e como a deadline era às 9pm, tinha que acabar algum tempo antes disso. Assim que o render acabou, às 7h da manhã de domingo, levantei (eu literalmente ouvi o computador parando de fazer barulho e acordei) e fui fazer o cabelo. Me dei até 1h da tarde pra terminar, e renderizar do jeito que estivesse. Felizmente acabei com 10 minutos de folga e aproveitei pra acertar melhor a luz do render.

Botei tudo pra processar e fui ver Edge of Tomorrow (de novo) com a May. Depois do filme, ainda tinha render rolando, mas comecei a montar minhas propostas para o pitching. Voltaremos ao pitching mais adiante. Enquanto eu montava minhas propostas o render acabou, e pude finalmente fechar meu vídeo de Passport Skills, que é meio que uma compilação de assignments chave ao longo dos dois primeiros terms, pra avaliar a qualidade do material e o avanço do aluno nesse tempo. No final tem mais um espacinho pra Extra Material, onde dá pra colocar coisas que a gente fez antes de vir pra VFS, e reforçar a sua idéia de pitching.

O diabo da menina ficou assim:

Os Passport Skills tem um template para todos os alunos, mas, como tinha achado ele meio quadrado demais, acabei fazendo meu próprio, enquanto ainda tinha tempo livre, umas duas semanas atrás. Apresentei o quadradão, mas aqui no blog eu coloco esse mais bonitinho e bem cuidado. Aí tem umas coisas que não apareceram aqui no blog por serem muito curtinhas e meio perdidas se apresentadas separadamente. Tem também a versão 3D do levantamento de caixa do começo do post!

Retomando o pitching: assim como na USP, em um determinado momento do curso você escolhe o stream que quer se especializar (entre Animação, Modelagem e VFX). Aí você apresenta três idéias diferentes de projetos para trabalhar ao longo do tempo restante da escola – entre 6 e 8 meses, dependendo do tanto de pré-produção necessária – e que vai resultar no seu demo reel. As apresentações foram hoje (segunda) e cada um entra individualmente, para conversar com três professores das diferentes matérias.

No auditório, você primeiro passa o vídeo dos Passport Skills e depois passa rapidamente pelas suas três idéias, em versões resumidas de duas páginas pra cada uma. A primeira página é a capa com uma cara geral do projeto, título e breve descrição. A segunda página é um Style Guide, com referências, bases e características do projeto. Minhas três idéias estão logo aqui embaixo. Foram desenvolvidas meio em cima da hora, mas felizmente fui pra apresentação gostando bastante das três. Qualquer uma que eles me sugerissem seguir, eu ia ser feliz. Meu objetivo era conseguir contar uma historinha com meu demoreel e uma das coisas que mais tava me atormentando nessa coisa toda de pitching era acabar com um projeto sem história, porque a GRANDE MAIORIA dos reels não tem história. Os mais propensos são os de animação!

SNIPER’S NEST

HOVERING LIGHTS

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Minha apresentação era a terceira do dia, e conversei com Miles (VFX), Casey (tudo) e François (Modeling). Logo depois que terminei de falar, a terceira idéia foi instantaneamente eliminada, por ser muito simples, e mais voltada pra motion graphics. Aí ficamos entre a primeira e a segunda. Casey e Miles não disfarçaram que gostavam mais da segunda. Hovering lights, o François levantou a questão que a primeira idéia podia acabar pesando muito na modelagem, que não era meu objetivo. Mais alguns minutos de sugestões e encaminhamentos e fechamos com a segunda idéia. Finalmente vai sair do papel uma brincadeira que surgiu quase um ano e meio atrás, quando vi Dark Skies pela primeira vez.

Agradeço aqui à Carol Rodrigues, que me ajudou a clarear o juízo, semanas atrás, quando trabalhar com alienígenas era a única das minhas idéias. Agora, vamos para o roteiro, pesquisas e location scouting!

Passada a parte mais tensa da VFS, a diversão vai começar de verdade.

Since I’m too bored to work on in connecting the character’s ear to its head, I thought writing this one could be useful.

If rendering for the day scene was hard due to the scene’s errors, the night was even worse. At first, I thought of using the lamps in the street to light the set, but that wasn’t looking interesting enough so I decided to try some light coming from inside the restaurant. For some weird reason, the any light I placed inside the building wouldn’t come through the glass. Final Gather was the only thing pulling through, so I made a huge polyPlane with high Incandescence, producing the light on the floor through refractions.

Then, for compositing reasons, I disabled some of the switches for the visibility of the white plane and rendered out a reflection pass. After that, I deleted all the glass in the scene and rendered a pass with lit windows for the top floors, as well as getting information for the part of the door that was always behind reflections.

As mentioned before, a good blue matte pass was helpful during comp.

The foreground and tree were also double passes. The tree was done the exact same way as the day version, one with a lot of light passing through and a darker one, if I wanted just a silhouette against the sky.

Foreground had a version with a backlight added to the umbrellas, and a lighter look for the black metal material of the fences, chairs and all.

Finally, out of Maya and into Nuke.

The process for the night setup is very similar to the day version, with just a couple tweaks. Most of the difference is right in the beginning, compositing the background set. Let’s get straight to it. As for the sky, I felt it could use some more blurring than the depth pass was giving me at the end of the process, so I added another ZDefocus node, right after the reformat and transform. I chose that instead of a regular blur because it looks more like a lens blur.

Ok, the first thing I needed was the main background plate, but taking out all the white glass, using the matte. As the matte itself wasn’t cleaning the edges as I expected, the erode (dilate) node came into play to extend the matte’s effect for a couple more pixels.

You see those dots and that very first merge node? Ignore them, I just checked, they’re not doing anything and I’m not editing another print screen. After that unnecessary step, the next merge is good, it brings in the door behind the glass.

Then, another merge, this time to add the inside of the restaurant. I went to google images and picked some interior shots of empty restaurants then tested them with lots of blur and distortion to fill the windows without looking too fake. I’m still not a 100% happy with it, but no need to go back now. There’s also a roto node to create some ceiling that was missing from the renders. With all that blur, it was barely noticeable.

After filling the restaurant with empty seats, it was time to add reflections to the glass. As this was a light pass, it would only show up on the areas where the reflection is brighter than the inside of the restaurant. It’s mainly noticeable on the glass panel closest to the camera. Brings some blue into the glass as well, which is nice.

The last merge should probably be on a separate backdrop, but since it was only small details, I didn’t bother. Using roto shapes I was able to turn on the lights of some of the upper floor windows. It would be really weird having them all out, right? Then, for the inside of the apartments, I used the same technique as the inside of the Spaghetti Factory, with way less blur this time. Only a couple apartments were visible from this angle.

Finally, the usual stuff, ambient occlusion, rim pass, and also a glow layer for the lamps in the background. They don’t show up, but the glow adds a little more depth to the composition when the foreground comes in. The same thing goes for the windows. They got a bit of glow around the edges.

Compositing the tree was EXACTLY like the day scene, except now the rim was blue from moonlight, instead of orange.


The foreground followed the same process as well, including the blur for the top left lamp post, still cloned to act as a single node applied to various passes.


Getting to the bottom of this thing, depth pass, the exact same I had before, glow to the foreground lamps, like the Sun, and a little bit o playing with a grade node to increase contrast. The side wall of the building was still looking too bright, so another roto there, with a Multiply merge to control how dark it should look in the end.

ZDefocus kicks in when everything is finally in place, and we get to the end of this chaotic process that doesn’t discard even the weirdest renders.

This is a two-part post (day and night), and can get confusing because I wasn’t so organized as I was when working with the Later Alliegator assignment. My maya file was broken, because I was stupid and did all my surfacing in a layer that wasn’t my masterlayer. This fucked everything up, because the textures would go wild if I tried creating any more layers, or even changing to the masterlayer and back. So I did one pass at a time, focusing on the ones that would be useful for both day and night setups.

When breaking down the scene, since the trees wouldn’t render with Final Gather, they had to be on a separate pass. Also, Would be really useful to control the lamp posts and the restaurant patio independently from the rest of the set, so I broke them down too. This got me three major passes, BG_Set, FG_Set and Trees.

I’ll try not to go into too much detail regarding each node – unless it’s a really cool or useful thing – so this post doesn’t take forever to write/read.


Tree overview

DATA PASSES

I know most of these aren’t really DATA passes, but I’ll call them that way because they worked for both sets. Ambient Occlusion for each of my three layers, rim for all three, depth for the whole scene, a matte for the sun and lamps and, for the night setup, a matte for all the restaurant glass.





DAY SETUP

For my daytime lighting I had two lights in Maya and the HDRI image. One of the lights was my sun, and the other one worked as a stronger rim, linked only to the foreground elements (umbrellas, tables and chairs). At first, my HDRI was too bright for a sunset and made it look as if I had a strong fill light coming from the camera. The reflections were also wrong, too much blue.

I worked around this by getting a different HDRI and editing it in Photoshop to match the sunset.

I didn’t get rid of my first image though, as it would be very handy if I thought the scene was too dark and wanted to fill some of the shadows.

Moving into the foreground, I did the exact same thing. Had a version with the brighter HDRI and another one with the sunset look. On this layer, the sunset version was way darker than it should. Mixing it up in Nuke would be easier and faster than trying to fix the HDRI and then re-rendering, so I moved on with both images as well.

For the tree, I disabled Final Gather and also made two versions of it. Since the sun was right behind it, adding a strong orange rim to it would be very nice looking, so in one of my versions I increased the translucency of the material for the leaves, and in the other one they were more opaque. This allowed me to have perfect control of contrast in the inside areas of the tree, and how much sunlight rim I would dial in. This rim was created the key light, of course.


I still don’t know exactly why, but I made a separate render for the sun, so I could move it around quickly if needed. This could be done with the matte pass, but I was feeling lazy about finding that orange again. Anyway, this step is totally unnecessary.

I could do a sky pass. For the first two versions I actually did a sky pass. After trying to move it around and get a better angle in Nuke, I decided to import the image I had for the sky in Maya and framing it properly during the comp process.

After all this rendering – which had to be done in VFS, since Maya 2015 wasn’t letting me do light links at home – I moved into Nuke.

First thing to do was set up my comp resolution, import the sky, reformat it to the proper size and position it around.

After that, coming from the back to the front, the next thing in was the sun. That orange circle, as it was, wouldn’t be convincing as a proper sun, so I added in some glow to it. Actually, I added three different levels of glow, getting a subtle effect to it. The Constant node doesn’t have any blur to it, just the sun’s alpha channel, so it would act as the more defined sun shape in the sky. The Constant also allows much more control over its color.

All merges here must de Plus, since it’s all light information. When merging it over the sky, I had to mix it with a really small value, otherwise the sun would be the brightest part of the frame, drawing to much attention, and making hard to see the restaurant below.

I had about three different versions for the sun’s intensity and position until I reached one that worked well. I won’t post them here because this post is already too long.

Moving forward comes the background set. Nothing fancy here, just a small trick with the merge node between the two renders, so I could control how much fill I wanted. The light version, on input A, has a very small ammount in the mix (something like 0.02)

After that, rim and AO. From the rim pass, I just wanted what was coming from the red channel, so I discarded the other two – not like what we did for the Later Alliegator.

For the trees, I did the same as for the set, with a merge node controlling how much light would come through the leaves.

For the rim, I wanted to mix things up, so ended up using all three channels and tinting it orange. It’s a very small detail, but works pretty well in the background, as if some light rays were making through the foliage.

Things are getting repetitive, right? One merge node to control the contrast of the foreground, but here a couple blur nodes masked by a roto node show up. These are meant to blur the top left lamp post, as if it was closer to camera. The depth wil help too, but the result was too subtle and I needed more.

The weird orange lines from the blur nodes mean they are clones, so changing one of them affects the whole family. This is very useful to make sure I didn’t have different blur values for each layer, which would definitely not look right.

The rim pass was also somewhat weird, with light under the umbrellas, so I did some roto to take it out. The rim helped A LOT in getting the focal point to the foreground.

The last nodes added to the pipe were an extra glow to the sun, on top of everything, like a bit of flaring on the lens. It had to go on top of everything, but not too much, so I used a combination of the alpha channels from the background and the trees to make sure it wouldn’t pop up somewhere else.

The blur node smudges the flare around the edges of the alpha, making it look right. The Copy node does the same trick as usual, transfering what I had into the alpha of the Constant and getting cut out by the Premult.

After all this road, I still felt the patio was too dark, and wanted to bright it up just a little, which brings us to the grade node and the roto, to control its effect.

Storyboards, Take Dois.

Quase um mês depois do post com a primeira versão dos storyboards, estamos de volta com a nova versão, final, para entrega na semana que vem. Depois dos comentários do Mike, revisar e alterar um monte de coisa, saí dos quase 60 planos da versão anterior para pouco menos de trinta – tava com coisa demais – e mais precisa em indicações de movimentos de câmera, transições e formatação, nessa página de três painéis.












Além disso, aproveitei o feriado – thanksgiving! – pra adiantar o trabalho final de Lighting também, que era escolher um enquadramento para o prédio (esse mesmo que apareceu em trocentos posts passados), com um setup de luz para dia e outro para noite. Meu arquivo do Maya tá dando pau – porque eu fiz umas burradas durante o processo – e renderizar tudo pra poder jogar no Nuke foi um sofrimento. Colocar esse interior do restaurante no setup noturno também foi uma novela, e envolveu muitos truques sujos de composição, e renders com erro que por acaso eu tinha salvo. Coloquei aí embaixo um print screen da minha comp tree, pra dar uma noção da loucura.



Tô achando que o texto tá ficando muito confuso, e que o português não tá funcionando direito. Mas foda-se, e vamos continuar com as histórias. Ontem fomos, a May e eu, na casa da Jade, uma amiga canadense que a May fez no show do Jack White, logo que chegou por aqui. Ela convidou a gente pra um jantar de thanksgiving antes da data oficial – que é hoje. A casa dela é meio longe, e achamos que ia ser difícil de chegar. Aí descobrimos que era só pegar um ônibus que passa quase aqui na porta de casa, e descer na frente da casa dela, totalmente tranquilo.

Chegamos por lá perto das 5pm, ficamos conversando e brincando com as crianças antes da hora de comer de fato. Ela tem duas filhas pequenas – Emma e Claire – que são criaturas fofíssimas, e o terceiro participante das brincadeiras era o Arlo, filho do Chris – vizinho de cima, que também tava por lá. Foi um fim de domingo muuuito mais legal que ficar em casa fazendo assignments ou assistindo filme. Conversamos um bocado sobre um bocado de coisas, especialmente não-relacionadas a aulas e VFS, o que também é um alívio!

Comemos peru, purê de batatas, uma cenoura doce, feita com canela e manteiga – nunca tinha visto isso na vida, mas achei muito bom! – uma pasta/geléia que misturava blueberries e cranberries e muffins de milho. Tudo muito gostoso. A Jade tinha feito um monte de comida – e nós dois, que comemos um volume muito pequeno – compensamos aceitando a proposta de trazer um pouco de tudo pra casa! Ainda não sabemos se fomos grosseiros aceitando, mas que a comida aqui tá boa, tá.

O Chris já tinha ido ao Brasil – Rio e São Paulo – e ouvir a interpretação dele sobre a viagem foi uma experiência muito diferente, e passei mal de tanto rir quando ele foi descrever as duas principais comidas típicas brasileiras: churrasco e feijoada. Em uma tradução livre, seria algo como “A feijoada é uma comida infinita, que vem em um monte de potinhos pequenos, parece um ensopado (stew), e as pessoas jogam um pó amarelo que parece areia por cima, pra ficar com uma consistência mais sólida”. O pó amarelo só pode ser farofa, e como ele disse que mal tinha gosto de qualquer coisa, só pode ser farofa da RUIM! Deu muita vontade de ter um potinho de feijoada de vovó Netinha comigo, pra sacar do bolso e falar “experimenta essa aqui, pra ver se não é bem melhor!”.

Pro churrasco, ele disse até a churrascaria que tinha ido, mas não lembro mais. “Você tem tipo um porta-copo, que de um lado fala ‘yes, please’ e do outro ‘no, thanks’, que são indicações para os garçons, que ficam perambulando de um lado pro outro com a carne espetada em umas espadas, e que vêm te servir, oferecendo tudo que é tipo de coisa que dá pra imaginar com carne. Até agora não entendi o porquê daquelas espadas!” – e aí a gente concluiu que o povo não sabe MESMO o que é um churrasco por aqui. Eles nem tem espetos nessa terra, nem conhecem a existência dos mesmos! Quando ele falou “the meat comes in swords” eu comecei a rir desembestadamente e precisei de alguns minutos para me recuperar do ataque. Realmente deve ser uma coisa super exótica comer algo que vem espetado numa espada! HAHAHAHA!

Pra fechar o post com clima de piadinha, tá aqui um vídeo que não deve ser compartilhado, feito como uma brincadeira de montagem, usando o som do trailer de Exodus – filme bíblico com Christian Bale, contando a história de Moisés – e imagens de Kung Fu Panda. No começo eu tava fazendo só de brincadeira, tentando encaixar coisas impactantes com a música, ritmar os cortes, e tudo mais, mas quando coloquei uma fala perfeitamente em lip sync (parece que o personagem tá mesmo falando aquilo), me empolguei e passei muito mais tempo do que pretendia, pra deixar tudo perfeito. Divirtam-se com a experiência!

55 Water St.

Bom, se aquela semana de dois post atrás foi pesada, essa última então não tem nem palavra no dicionário. Passei o fim de semana quase todo fazendo as texturas desse prédio pra entregar hoje. Aí deixei renderizando durante as aulas, e pra conseguir essas duas imagens, o pobre do computador precisou pensar por cinco horas e meia, sem fazer mais nada. Só refletir sobre a vida.


Era pra ter tido mais tempo pra fazer essa brincadeira, e pintar texturas com calma e tudo mais, mas o corre corre de Lighting, do post abaixo, foi tão insano, que só consegui fechar a parada mesmo na Sexta, pra começar a fazer o prédio. No Sábado, pelo lado positivo, a May e eu fomos ver dois filmes no cinema, Gone Girl (Garota Exemplar), que é fantástico (e olha que tem 2h30 de duração), e The Two Faces of January, que é do mesmo roteirista de Drive. Muito bom também, e com uma direção de fotografia maravilhosa. Filmes totalmente diferentes, o que definitivamente é um ponto positivo, porque fica mais difícil ficar comparando!

Domingo o trabalho foi alternado com arrumar a casa e fazer comida, e ver mais filme. Só consegui terminar quase 1h da manhã, pra deixar renderizando e descobrir hoje de manhã que um material tava com problema e ia ter que renderizar a parada toda de novo.

Bom, em termos de VFS, ainda tem mais um assignment de animação pra Quarta à noite (que tô começando a arrumar agora) e todos os outros que começarem nessa semana. O fim do Term tá chegando e não posso deixar as coisas acumularem! Em breve, mais gifs, fotos, clips e storyboards pra vocês! E quem sabe, mais tutoriais muito loucos em inglês também! Ah, e vocês também ainda não estão completamente livres desse prédio: tenho que fazer versões dia/noite, pro assignment final de Lighting. Bem mais fácil que o diabo da animação da menininha, porém.

UPDATE

Acabei de perceber que não tinha postado a versão completa do nosso quarteirão! Então tá aqui, com objetivo de conclusão.

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