Super Heróis?

Ao longo desse último ano, além de me foder na VFS, fui chegando a uma conclusão inconsciente sobre minha opinião em relação a filmes com super poderes. Não vejo diversão em personagens que “são mais” que a realidade nos permite. Acho que a vida fica muito fácil, mesmo tendo vilões absurdos e destruição extraordinária. O primeiro super herói que eu achei incrivelmente chato foi o Superman. O sujeito pode fazer qualquer coisa, qual o desafio de viver, quando você pode voar, tem força sobrehumana, olhos de laser, visão de raio-x e só faz o bem. O que quer que ele decida fazer de vida, não há desafio, usando seus superpoderes, ele passa a ser o melhor do mundo com facilidade. A frase “ele tentou fazer TAL COISA e não conseguiu” não tem sentido para ele!

Com um pouco de criatividade – não muito – essa afirmação se aplica a todo e qualquer personagem que excede a capacidade humana natural. Thor, semi-deus, Homem de Ferro e Batman, dinheiro e tecnologia infinitos. Hulk, destruição sem precedentes. Wolverine, indestrutível, Mística, vira qualquer um, Magneto, não vou nem discutir. Todos eles sofrem desse mesmo mal.

Talvez o problema não esteja neles, e sim em mim! Eu que ando desinteressado por vidas sem desafios plausíveis e interessado até demais em vidas com desafios maiores que os personagens. Uso como exemplo qualquer cenário pós-apocalíptico, onde além de todos os desafios propostos pela narrativa em si, os personagens tem um mundo onde sua simples sobrevivência é mais complicada do que a nossa. Ou do que a minha, sei lá. É difícil achar comida ou água, o clima é hostil, o terreno é hostil, sociedades são instáveis e, mais importante que tudo isso, os personagens são meros humanos como eu e você. A única coisa “super” que eles podem vir a ter é uma super-força de vontade; é tipo viver a vida no modo ultra-hardcore, onde cada dia representa uma chance considerável de game over.

O mais engraçado é que só fui percebendo essa escolha/preferência por conta de conversas com meus colegas de escola, que amam super heróis. Primeiro percebi que todas as séries que assisto tem personagens mundanos. Pior, toda vez que tentei ver uma com super poderes, achei terrivelmente chata, porque o super-personagem parece super burro, fracassando onde o sucesso é certo. Isso e uma grande tendência pro maniqueísmo destroem a experiência pra mim. Acho tudo aquilo sem propósito. Depois, passei pros filmes. Acho que vi todos os filmes de super-heróis que saíram até agora, mas não tenho nenhum amor por qualquer um deles em particular. Por fim, nem meus livros tem super poderes! São pessoas comuns resolvendo problemas para os quais elas não estão preparadas para lidar, problemas que nenhum de nós está preparado para lidar, em nenhuma instância, e isso é incrível porque cada escolha traz grandes consequências, e muitas vezes, todas as opções são terríveis, restando apenas escolher a menos-pior. Acho que isso é muito real, onde determinadas situações não tem uma saída perfeita, e sim uma opção menos-ruim em comparação com as outras.

- Perdi a linha de raciocínio. Comecei a tomar um remédio ontem e por consequência disso, dormi dezesseis horas hoje. Pensar e escrever é um exercício extremo! Tem horas que não tem solução boa, nem garantia de caminho certo. Vamos ver no que vai dar, sem super-poderes mesmo!

Limbo.

or “An ‘Annihilation’ inspired short story”.

He blinked and saw himself in his old life. He blinked again so it would go away and he could return to whatever he was doing at the time. Let’s just say it didn’t work. He was still there, in that same old green-blueish lit supermarket he went twice or three times a week, walking pointlessly across the aisles looking for bread. Then another thought hit him: if he had just arrived, how could he possibly know he was looking for bread? While this mental conversation developed, he strolled to one of the store’s corners where, he knew, the bread would be. I guess his old memories were taking over.

It was a Saturday evening, slightly after sundown. The supermarket was almost empty, with some other customers walking up and down and grabbing their groceries. None of them bothered with him. The blue-green soft and contrastless tone of the lighting striked him as timeless, as if the world had stopped but that place kept on living a loop. He felt trapped, and not in a bad way. That was comfortable. It was familiar. He’d been there so many times – countless, really – over the years that it had a prickle of home. He stared at the several shelves filled with many types and brands of bread. Which one was the most suitable to the occasion? But then again, what occasion? I couldn’t decide between 7-Grain or Raisins and Cinnamon. He took both. His shopping cart was at the other side of the store. No, it wasn’t that big actually, but the space felt endless in that first blink, like he’d walked for hours to cover the first half of the way.

I stared down at the cart and an inner voice said to take just the 7-Grain because he already had plenty of sweet-tasting food there. Apple and Cinnamon, I mean, Raisins and Cinnamon looked so good he could almost taste it. “Well, whatever. I’m only staying for two days, it’s not like I’ll eat two packs of bread”. With a grunt, he pushed the cart about halfway to the bread shelves and left it there while he returned those supposedly delicious and soft loaves to their original place. Upon returning he noticed his cart had filled up with stuff I didn’t remember getting. Even more oddly, all of the new products fit my restrictive diet and came from several different aisles, as if there was someone else there with him.

The idea of having some company made him remember he didn’t use to come here alone. Actually, he almost never came here by himself. This filled me with a sort-of-new-sort-of-old warm and joyful feeling of not-being-alone in a distant past, almost like another life. I saw blurry shapes moving around the aisles, coming from my memory. But there was no one there with him like there used to be. It was just him and his half-filled, diet-specific, short-lived shopping cart.

Even as he walked to the checkout I felt like that experience would start over as soon as I crossed the double glass doors to the street outside. As soon as he blinked, I’d be there again, in that corridor, looking for bread and knowing the supermarket as the palm of my hands – which is a bizarre metaphor, for I don’t know the palm of my hands so well. Fortunately (?) that didn’t happen when he walked out the door. It was like tapping into a mix of memories and current time, nostalgia and reality clashing in an epic battle across a familiar supermarket’s aisles, which was over as soon as he crossed the double glass doors. I was still with my parents, walking home and preparing for another journey.

Eu sempre gostei de ler. Diz minha mãe que eu aprendi a ler antes do normal, mas o que isso implica? Saber ler não significa gostar de ler. Na verdade, tem muita coisa que eu não consigo avançar – os textos de audiovisual que o digam. Acho que acabei exagerando na minhha afirmação inicial. Eu gosto mesmo é de ficção. Quando era criança, li todos os Harry Potter no dia em que saíram – exceto o primeiro, que minha mãe comprou na livraria quase aleatoriamente, sem saber da febre que isso viraria – era a primeira edição em português, ainda com a fonte diferente da franquia. Quando eu falo que li no DIA em que saíram, isso tem sentido literal, inclusive pros gigantescos quinto, sexto e sétimo volumes, que virei a noite sem desgrudar dos livros.

Tinha algumas regras, porém, que era esperar pelo lançamento em português e não ler na internet – nunca me dei bem lendo no computador, mas chegaremos a isso mais adiante. Boa parte do prazer da leitura estava em passar as páginas e ver a razão entre páginas futuras e passadas ir diminuindo até acabar o livro.

Minha mãe é psicóloga, e sempre teve consultório dividindo um espaço – comumente chamado de “clínica”, constituído por uma casa ou, atualmente, um andar – com outras colegas. Uma dessas é Tânia, e lembro de muitas festas e comemorações (São João, principalmente) da clínica que aconteceram na casa de Tânia. Como vocês devem saber de outros posts, eu não sou lá a pessoa mais social e festeira que há e gostava de me isolar, nessas comemorações. Agora vou entrar em memórias muito distantes, que podem não corresponder à realidade. Lembro de um quarto da casa com uma grande estante de livros, um tapete e almofadas, que servia tipo um escritório, que não era considerado parte do “ambiente festivo” da casa. Era pra lá que eu ia e passava boa parte do tempo. Esse parênteses todo se amarra com a leitura porque, pra não ficar lá ocioso, os donos da casa – Tânia e Marco Paulo – me indicavam livros que eu começava a ler por lá, e levava pra casa pra terminar.

Algumas dessas indicações moldaram – apresentaram? revelaram? – meu gosto pela ficção. Não eram livros desconhecidos. Eram clássicos, sobre os quais um grande hype seria levantado nos anos seguintes. Pra citar alguns, temos “O Hobbit”, temos “O Senhor dos Anéis”, na primeira edição em português, onde a divisão da história se dava em SEIS livros, ao invés dos três originais – tudo isso muito antes de se começar a pensar nos filmes de Peter Jackson. Foi mais ou menos na mesma época que comecei a jogar RPG, e é difícil abaixar um livro que conta uma história tão épica quanto nossas aventuras imaginárias. Depois teve “O Jogo do Exterminador” (“Ender’s Game”, no original), também parte de uma série, por Orson Scott Card, combinando crianças como protagonistas, guerras, ficção científica da melhor qualidade, e questões filosóficas incríveis. Aqui começava uma nova tendência, que só ia se aprofundar anos à frente. O primeiro e o segundo livro estavam em português, mas o terceiro volume não tinha sido traduzido até então, e minha curiosidade era tanta que peguei emprestado em inglês mesmo – esse aqui eu demorei de ler, MUITO, mas consegui.

Lembro de longas tardes e noites mergulhado nessas jornadas e seus desafios, sem sentir meu tempo passando, lembro de ficar estupefato toda vez que chegava ao fim de um dos livros, mal esperando pela oportunidade de devolvê-lo e pegar o próximo. Lembro de deitar ao lado da janela para que o Sol me esquentasse e iluminasse as páginas, já velhas e amarelas, de um papel poroso e áspero que produzia atrito com as mãos.

Depois, no meio/fim de minha adolescência, fiquei viciado em crônicas. Luis Fernando Veríssimo, para ser mais exato. Li os livros repetidas vezes, e acho que ainda lembro de muitas das minhas favoritas. Aí chegou o vestibular e boa parte de minha leitura passou pra estudar assuntos aleatórios e matar a lista de literatura obrigatória para as provas. Das listas todas (Fuvest, UFBA e UFF), só gostei de alguns livros. Nenhum deles era muito meu gênero, nenhum deles era deliberadamente fantasia, com mundos totalmente originais, mas sim muito mais pautados em cidades ou estados brasileiros, em épocas passadas.

Passado o vestibular, me afastei de livros, de maneira geral, sem perceber direito. Perto da viagem para o Canadá, porém, comecei a ficar preocupado avaliando entre levar ou não-levar os livros que temos aqui em São Paulo, ou ter entretenimento para todas as horas de vôo. Foi aí que resolvi comprar um Kindle. A praticidade do aparato, somada à textura e visibilidade do e-paper me encantaram, e ao abastecer a memória do bicho fui reencontrando essas histórias há muito esquecidas e explorando seus universos com novos olhos, preparados para ver mais fundo do que a história em si, e encontrando significados nas entrelinhas, ou capaz de apreciar melhor as decisões difíceis tomadas pelos personagens. Nenhum deles me decepcionou. Digo isso porque é muito comum com filmes. Tem aqueles que a gente viu no passado, e tem lembrança de como é um puta filme. Reassistindo, anos depois, acabamos por descobrir que não era tão incrível assim, que não era nem um bom filme, na verdade! Então, se nenhum dos livros me decepcionou na segunda leitura, é porque eram bons mesmo!

Alguns livros depois essa fase passou e o Kindle ficou abandonado numa prateleira em Vancouver. Perto desse retorno para o Brasil, desenterrei o menino, recarreguei, e coloquei umas coisas novas nele. O resultado desse revival é que nesse último mês eu li dez livros. Fui atrás de novas histórias, sem indicações dessa vez, e achei tanto coisas que eram divertidas mas rasas, e outros que apesar de não baterem com meu gosto natural acabaram impressionando e não foram totalmente processados – ainda não entendi porque gostei tanto. Curiosamente, nessa mesma época, reencontrei com Tânia algumas vezes para sessões de bioenergética e a base desse post começou a se formar em minha cabeça.

Só não consegui escrever antes porque tava viciado nos livros e terminando mais um!
Ler muito me dá uma puta vontade de escrever. Se preparem.

Acabei fugindo – sem querer – do cliché – mas nem por isso menos real – de ser transportado para outros mundos e viver aventuras impossíveis, porque todo e qualquer texto que fala de leitura acaba enveredando por esse caminho. Falei muito mais de mim, e da minha relação com os livros. Curioso. Ok, chega de auto-análise.

Today I woke up to find someone had moved ALL the files for the anamorphic lenses away from the original folder they were supposed to be in. I had to manually get them back, one by one, in a slow and boring process that shouldn’t be necessary at all. I don’t mind users altering the files as long as they can be easily found. This last change (by uk s user) did the exact opposite of that, turning the files accessible only to those who had direct links to each one of them. It might’ve been an accident, or not his intention, but there were consequences and this is the best I could do about it.

The reason I had all the files open to editing by any user who wanted to do so was to encourage a sense of society, that everyone could put in their information regarding the lenses and add lenses to the collection. Unfortunately, due to this last episode (which isn’t the first one, by the way), I felt a need to change the permissions for all the files so only selected users can edit them. If you already requested permission to edit in the past, you’re fine, that hasn’t changed. New users will have to request permission though, so I can keep track of who’s changing what. This time I couldn’t even find the email of the person who moved the files, nor to WHERE they were moved. Fortunately I was still the owner and could bring them back.

As everything I did so far regarding anamorphics, the Lens-yclopedia is a free resource with a key goal of simplifying the access to information about individual lenses. As a shot at an encyclopedia, it has clear standards of what kind of information it stores, but that’s a pretty wide scope (pun intended), with fields that can be filled with personal experiences.

Anyway, the Anamorphic Lens-yclopedia is back, and if you feel like adding information to it, do not hesitate and request editing permission through Google Drive.

Esse post era pra ser sobre só um desses temas, já tá nos rascunhos há mil anos, mas tive que mudar. Hoje foi um dia estranho, e fiquei com vontade de escrever, então vamos como diz a canção: “foda-se, foda-se foda-se”.

Não sei se era meu estado de espírito, mas hoje me pareceu o primeiro dia verdadeiramente cinzento desde que cheguei em Salvador, exatamente um mês atrás. O dia meio que passou por mim, e não o contrário, como é normalmente. Ficamos em casa, eu, meu pai e minha mãe, aproveitando um São João em isolamento social, vendo filmes. Começamos por Guardians of the Galaxy, que achei beeeem mais fraco do que quando vi no cinema, e depois fomos pra Whiplash.

A primeira vez que vi Whiplash, alguns meses atrás, eu tinha achado foda. Pelo lado positivo (?), não tinha me identificado com o protagonista, na loucura dele de ser um dos melhores, de dormir do lado da bateria, terminar com a menina porque na cabeça dele ela ia mais atrapalhar do que ajudar no caminho dele, praticar o tempo todo. Dessa vez, fui vendo analogias mil entre o pobre Andrew e atitudes minhas que tanto comentei logo que cheguei de volta por aqui. De não conseguir desligar, de não tirar o trabalho da cabeça, de dedicar todo o meu tempo a desenvolver meus projetos e idéias, de ligar um “foda-se” pra todo e qualquer outro campo da minha vida, sem sequer perceber – eu sei que tenho falado isso pra caralho por aqui, mas é uma coisa que eu ainda não sinto que resolveu. Alguma hora eu vou parar de falar sobre o assunto, mas até lá vocês vão ter que me aguentar. A grande diferença é que pra mim o Terence Fletcher não é uma pessoa externa, um professor, um colega, um ídolo, e sim uma parte de mim mesmo, que insiste que o que tá na tela ainda não é bom o suficiente, e que eu posso fazer melhor, e melhor. Não que eu esteja pensando ou sentindo isso AGORA, mas só perceber essa conexão já é meio assustador.

Moving on… segundo assunto, Tove Lo. Esse era o tema original do post. Descobri essa menina na minha fase de Songza, quando eu já tinha enchido o saco de todas as músicas que moram no meu computador, e queria ouvir coisas novas e aleatórias. Ela apareceu numa playlist de blogged-out pop, com essa música aqui embaixo. Nunca vi o clipe, mas pela letra, imagino que seja pelo menos um pouco gráfico.

Bom, logo depois que eu descobri essa música, eu fiquei viciado nela. Quando eu começo a ouvir uma música em loop, acho que as primeiras cem vezes eu só tô na melodia, na batida, na parte que gruda. Depois é que eu começo a prestar atenção na letra mesmo, eu geralmente pego só uns trechinhos e é isso aí. No meu vício, fui atrás do disco completo (Queen of the Clouds) e ouvi loucamente durante aqueles cinco dias onde trabalhei feito um condenado no pOrtal, porque me dava um pique pra trabalhar surreal, que eu não conseguia entender. Quase no fim do processo, enquanto fazia a rotoscopia da porta – um serviço mecânico e repetitivo, que não exige nenhum raciocínio, só ir passando os frames e ajustando alguns pontos – resolvi começar a prestar atenção nas letras. A produtividade continuava alta, mas as letras falam de relacionamentos muito desajustados/feridos, e pra variar fui me identificando com coisas ali presentes – vamos ressaltar aqui que dependendo do momento, eu me identifico com coisas que muitas vezes não fazem sentido nenhum – de forma que meu pique pra trabalhar continuava alto, mas meu estado de espírito e humor iam afundando vertiginosamente.

Depois fui percebendo que as letras não falavam necessariamente de coisas que eu me sentia parte AGORA, e sim de coisas que eu carrego comigo desde cedo na minha vida amorosa (?), de histórias que ouvi, experiências e situações vividas, crises, términos, começos e complicações diversas, por isso que ecoava tanto dentro de mim, cada uma delas um espinho na estrada de 2005 até hoje. Algumas letras confirmando situações passadas, outras indicando possibilidades por vir, ou apontando em direções que eu definitivamente não quero seguir, mas muitas vezes não vejo saída. Tá confuso pra caralho porque tá vago o suficiente pra ser incompreensível, né? Bom, foda-se! hehe! Abrir meus relacionamentos nesse blog ainda não é algo que eu pretendo fazer, então pulem uns pedaços do texto ou leiam as letras da menina e fiquem teorizando em cima de quê eu tô falando.

Enfim, pra fechar o assunto, agora eu tenho um drama toda vez que cogito ouvir o disco: a euforia da batida e melodia vai superar o deslizamento de estado de espírito? O segundo efeito tende a durar mais, mas se eu começar a desistir de músicas que me dão sensações estranhas, minhas playlists vão ficar muito restritas!

Passando pro terceiro e quarto assuntos, que são um duo.

Estar um mês longe de Vancouver certamente trouxe muita coisa boa. Eu pude ir em médicos, fazer não-sei-quantos tipos de terapia e tratamentos pontuais, comer comida de casa, começar a ganhar peso, pensar PRA CARALHO na vida, esfriar a cabeça, ver os problemas com alguma distância, entender muita coisa sobre mim, trabalhar muito em aspectos da minha personalidade que eu sempre negligenciei – fundamentalmente a minha distância mesmo de quem é próximo, não demonstrar o valor que as pessoas ao meu redor tem, investir nas amizades, essas coisas – e pensar que “amanhã eu também não vou ter que encarar os problemas de frente”.

Aí entramos na última semana de Bahia e a sensação de ter que encarar as coisas de volta em Vancouver é boa e ruim. Na verdade, é animadora e assustadora. Depende puramente de como eu imagino os resultados. Animadora porque agora parece que dá pra começar a mudar, pra melhor, e conseguir tudo – ou pelo menos boa parte – do que eu sonhava quando fomos pro Canadá, ano passado. Assustadora porque as mudanças podem não ser no caminho que eu realmente desejo que elas sejam. Sempre tem uma solução que funciona, mas é foda. O lado pessimista anda ganhando. É difícil se acostumar com a idéia de voltar pra um cenário onde a vida tava complicada ao ponto de eu ter que fugir, literalmente, por um mês. Mesmo sentindo as mudanças desse tempo no meu dia-a-dia aqui, não é fácil me convencer que toda a melhora vai se manter, ao invés de descer pelo ralo de volta ao cenário anterior – uma merda – e acreditar que a gente vai conseguir resolver tudo. Eu tô disposto a lutar, meu receio é estar lutando uma guerra sozinho.

Sei lá, acho que esse post nem seria escrito se eu não tivesse visto Whiplash, ou não tivesse voltado pra casa cantando/gritando a plenos pulmões até arranhar a garganta porque não achei outro jeito de botar pra fora a sensação cretina que tava me arrastando. Funcionou, um pouco. Agora vou ver se escrevo um post menos deprimente.

This time I got it ALMOST right. All of my shots are slightly out of focus, but the tests are on point. I also wrote a shorter script of the things I wanted to talk about and the video ended up longer the the previous one. Tell me what you think of it, do you like me explaining stuff or just showing the lens is enough?

WATCH THE VIDEO HERE!

OVERVIEW
Hello again ladies and gentleman, I’m Tito Ferradans and this is the second episode of the Anamorphic on a Budget video reviews. In this episode we’re gonna talk about the Iscorama 42, for I’m away from home and this is the only lens I brought with me. The middle member of the Iscorama family is also the hardest one to find, popping on eBay maybe once or twice every year. It was released in 1982, almost ten years after the Isco 36, being a pumped up version of the 36 without the massive size of the 54.

Due to its full-metal body, it weights 750g, pretty close to the Isco 54. Focus is smooth as expected and the aligning mechanism isn’t as simple as the others. You have to pull this ring here frontwards and then spin the alignment. This has proven tricky for me, since whenever I go past perfection, I have to spin it all the way again because going backwards is more likely to unscrew both lenses than to work properly.

No news about its single focus operation, based around a variable strength diopter. Set the taking lens to infinity and work solely on the Isco. I’ll get to explain how the variable diopter works in a future video, since that’s becoming a common solution again nowadays thanks to the FM Lens, Rectilux and the SLR Magic single focus solution for their anamorphots.

Like the other “numbered” Iscoramas, its name comes from the diameter of the rear glass element, 42 millimeters. Stretch is 1.5x and focus ranges from 2m to infinity, in about 200 degrees of throw. Wikipedia says there’s a natural close-focus mod by loosening this screw here, but I never tried it since it states there’s a large quality loss by doing so. The rubber grip around the focus ring helps a great deal when working without a follow focus, compared to the other Iscoramas.

Front filter thread is standard 82mm, and a lot easier to find diopters. I’m able to step it down to 72mm without any vignetting on the Helios 44 (58mm). The rear thread is 67mm. There are clamps available, but you can get away just using step rings too.

PRICE and AVAILABILITY
If Iscoramas overall are expensive, the 42 is the hardest one to find. Besides mine, I’ve seen less than ten of these going around in three years of constant searching. Among these, I haven’t seen one going for less than 2500 dollars on auctions. Fixed price sales range between US$3000-4000.

RESOLUTION
This time I could do the tests properly, so check the link (400mb) in order to grab the raw files and check them yourself!

To me, this one produces images better than the 54, with less softness and friging on the edges.


Canon EF 35mm CENTER

Canon EF 35mm CORNERS


Helios 44-2 CENTER

Helios 44-2 CORNERS

Again, the Jupiter 9 stands out, almost begging to stay paired to the 42 forever.


Jupiter 9 CENTER

Jupiter 9 CORNERS


Tair 11 CENTER

Tair 11 CORNERS

FLARES
The Iscorama 42 is a multicoated lens. There are no other versions of it. Flares are even harder here than they were on the 54. Again, I tested it with the Helios 44 and with the Canon EF 50mm f/1.4, as a comparison, for we all know how crazy a Helios can get.


Helios 44 Flare


Canon EF 50mm f/1.4 Flare

SENSOR COVERAGE
When it comes to vignetting and widest possible taking lens, I’ll remind you that I’m shooting on a 5D3, so do the math for smaller sensors! The Mir totally shows the adapter’s guts, forcing us to go longer. I believe 40mm is enough to achieve a 2.4:1 aspect ratio by cropping some of the sides, but if you want the entire 16:9 frame stretched to 2.66:1, you have to go with 50mm, and just barely. Using filters smaller than 82mm will introduce vignetting again.

WORLD TEST
For some strange reason I found much easier to tell when the subjects are in focus when shooting with the Isco 42, even on the camera’s small screen. Feels way sharper than my other Iscoramas. Single focus, once again is the game changing ability featured by the Iscoramas. Its smaller form factor and reduced weight are also bonuses to run-and-gun capabilities and ‘blending’ as a regular lens.

Swapping diopters with this lens was a lot easier on the field and I was able to get any shot I wanted switching between the lenses and filters I have now. Thanks to multicoating – never thought I’d say this – I don’t have to worry about washed out highlights even on extreme settings like a blown-out sky or direct light shining inside the lens.

Well, this is the end of this episode, I’m Tito Ferradans, and I hope you liked it. be sure to subscribe and check out my my blog for upcoming anamorphic reviews.

Down below there are a couple extra pictures of the lens, attached to the Jupiter 9, and also a a link to the Iscorama 42′s Lens-yclopedia page.





É Uma Selva Lá Fora!

Hoje foi dia de fotografias animais. De manhã saí pra filmar o World Test do Iscorama 42 (pra não enrolar tanto com esse vídeo) com minha mãe alimentando uma legião de micos, e tínhamos acabado de almoçar quando meu pai chamou a gente pra ver uma cobrinha que tava aqui na porta. Pequenininha. Capturamos e soltamos no mato de novo, longe de casa. Alguém aí sabe o nome/espécie/qualquer coisa desse bicho?


This is my script for the video and it should match almost every word of what I say. I’ll post these since not everytime we can be playing videos and reading can be a little faster due to my english. I’m putting the lens comparisons on the posts and, for the following videos, the download links for DNG frames will be here as well.

WATCH THE VIDEO HERE!

OVERVIEW
Hello everyone, I’m Tito Ferradans and this is officially the first anamorphic on a budget review. Our lens of choice for episode one is the almighty Iscorama 54. Released along the Iscorama 36 in the late 70s, the 54 is the biggest and heaviest member of the Isco family.

It weights around 950g, has a full metal housing and a smooth focus ring. The alignment mechanism is very simple, just press the button near the back and rotate it until it’s oriented properly.

What sets the Iscoramas apart from the other anamorphic adapters is their single-focus mechanism based on a variable strength diopter that acts as the focusing mechanism. All you gotta do, when using an Isco is set your taking lens to infinity and do all your focus work directly on the Iscorama’s focus ring.

The name “54” comes from the diameter of the rear glass of the lens. The same goes for 36 and 42. Their stretch factor is 1.5x and focus ranges from 2m to infinity, with a nice and – maybe too – long focus throw (near 180 degrees).

As the Iscoramas were developed for photography, they have standard filter threads on both front and back, making life much easier because you don’t need to worry about finding (or making) very specific clamps. A couple step rings will work just fine. This is what I have here, a 77mm blank and a 72-77mm step up so I can attach it to the taking lenses. The front thread measures 95mm, which is a big size in order to find decent diopters.

Available 95mm options are the Focar A (+1) and B (+2), or you can use step down rings to reduce the size to 82mm or even 72mm without too much vignetting. I don’t have these rings here, so I’ll have to improvise when it comes to close focusing for this video.

PRICE and AVAILABILITY
Iscoramas are still the kings of anamorphic adapters. Their image quality beats the competition and the single focus solution makes life easy when working with them, that’s why they’re not the most common thing around eBay. Prices vary a lot, but they USUALLY go between 2200 and 3500 USD.

WARNING
I was doing things in a hurry since I needed to ship the lens right after finishing the video and ended up not taking the wisest routes for some of the tests, such as resolution. I should’ve taken stills instead of frames to be able to see detail much better. This, added to not having proper sized diopters might have messed up the frames a bit and that’s why I’m not uploading these for you guys. Sorry about that, and I’ll do it right for the next lens. On the bright side, even crippled, the comparisons work.

RESOLUTION
On the Mir, besides all the vignetting (which I cropped here), we can clearly see a lot of softness around the corners but very little chromatic aberration. We can also notice the difference in compression around the edges, giving the image a bent look.


Mir-1B CENTER

Mir-1B CORNERS

Softness around the corners is much better on the Helios, because it’s not as wide and doesn’t get that lower quality area of the glass onto the sensor.


Helios 44-2 CENTER

Helios 44-2 CORNERS

I don’t know if it’s my copy, but the Jupiter 9 performs amazingly well with any of my scopes and the Isco 54 is no exception.


Jupiter 9 CENTER

Jupiter 9 CORNERS

The Tair 11 is the one that shows most improvement when stopped down, being very soft at f/2.8 with a blueish ghosting aberration that is completely gone at f/4


Tair 11 CENTER

Tair 11 CORNERS

Since I had the chance, decided to do one last extreme test at f/1.2 using the Canon 50mm L Series at the Isco’s minimum and maximum focus settings thanks to diopters.

At minimum focus, things are hard and quality drops fast from the center.


Canon EF 50mm f/1.2L – Minimum Focus

Things are slightly better at infinity, but not much.


Canon EF 50mm f/1.2L – Infinity Focus

FLARES
This version of the 54 is MC, or multi-coated, which improves light transmission and reduces optical artifacts, which, sadly, include flares. There are single coated versions of this lens around the world, but they’re much harder to find though. For the flare test I tried the Helios 44 first, but this lens flares way too much by itself and I was unable to identify the Isco’s flare among all the bouncing light.


Helios 44 Flare

Using Canon’s 50mm f/1.2 got me better results since it allowed me to isolate the Iscorama’s flare, this thin and faint blue line we almost don’t see. Multi coated Iscoramas have a little less charm, as we expected.


Canon EF 50mm f/1.2L Flare

SENSOR COVERAGE
When checking the widest possible taking lens I cropped the sides of the footage to achieve a 2.4:1 aspect ratio, the standard Cinemascope proportions. Even then I was unable to have a clean frame with the Mir-1B at 37mm, presenting heavy vignetting on the sides.

If I want to cover the entire full frame sensor for a 2.66:1 aspect ratio the widest pick is indeed 50mm.

WORLD TEST
Being able to rack focus just using the Isco speeds up shooting immensely. This combined with good image quality even at large apertures eliminates the need for a tripod and allows me to be always moving around when shooting, being a good setup for run and gun.

Minimum focus at 2m is kind of limiting and changing diopters on the fly wasn’t one of my most comfortable experiences of late. It’s less troubling if you group your shots based on their diopter needs or set your focus range within a single diopter, like the +0.4, maxing out at 2.5m.

On the bright side, you become crazy good eyeballing when things are closer than 2m.

This was just the first video, the next ones will be better and I have plenty of lenses to cover, so be sure to subscribe and check out my blog!

As an added bonus, here’s a decent gallery for the lens, if the video wasn’t enough, and here’s a link to it’s Lens-yclopedia page.









Testes de Lente, Afinal.

Hoje foi a Sexta Feira com mais cara de Sábado de todas até agora. Terminei de ler mais um livro (o sexto, ou sétimo, em duas semanas), joguei o terceiro episódio de Life Is Strange – que a cada episódio se revela melhor e mais interessante, mantendo escolhas como parte essencial da trama – e comecei White Night, que tem um conceito visual muito foda, mas a jogabilidade não é tão incrível assim.

Trabalhei um bocado no último plano do reel, que de repente começou a se encaixar e funcionar de uma maneira totalmente inesperada, e agora no final da tarde filmei os famigerados testes do Iscorama 54, que tô tentando rodar há MESES. Acho que o vídeo fica pronto até segunda. Vou fazer uma iniciativa de mandar meu guia para o nofilmschool e ver se os caras divulgam por lá. Ouvi rumores que vai rolar uma versão impressa não-oficial para estudantes de cinema em alguma escola na Holanda e tô animado com essas coisas de novo.

Lila me ajudou como modelo, e Kenzo também, como quem tá fazendo favor. Foi divertido, pegamos um solzinho leve de fim da tarde que deixou os planos lindos. De noite vamos gravar os low-light e pronto, é só editar. Já tô convertendo tudo. Vamo que vamo.



WeatherCaster – Script.

After over eight thousand pictures – half of them thrown directly in the trash – and five days of timelapsing, being the first two and a half a failed attempt due to poor planning, I finally have the background footage for the app’s video. Next monday I’ll shoot the “advertising” part of it, all science-like, and the greenscreen elements to finish the piece. In the meanwhile, here’s the processed HDR timelapse. A triple exposure every two minutes for a little over 48 hours. Around 12 hours of tone mapping on top of that and voilá! Now I need to time remap it according to the script below and the app’s interface, plus enhance the rainy parts in comp – as expected.

Below is the voice over/scientist explanation that runs over the video. Target length is 30 seconds.

Sometimes you get out of bed and the weather isn’t quite what you wanted for the day. To solve this issue, B.A.C. is releasing the Weather Caster, an easy to use app that allows you to suit the environment to YOUR needs!

Woke up late for work? Bring in the rain to take the blame. Or enjoy a sunny day outside. Love sunsets? Sure, not a problem. Want the day or night to never end or go by in a flash? All of this at the tip of your fingers. Download the Weather Caster now!

DISCLAIMER: This product does not prevent the actual passing of time.

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